SAÚDE

Covid: China critica testes para passageiros; UE deve adotar medida

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China flexibilizou a política de
Zubaidah Abdul Jalil e Annabelle Liang – BBC News

China flexibilizou a política de “Covid Zero” em dezembro do ano passado


A União Europeia deve determinar, nos próximos dias, a obrigatoriedade de teste de  Covid-19 para todos os passageiros que partirem de voos da China para países membros do bloco europeu. 

O assunto ficou em evidência desde que a China aboliu a política de “Covid Zero” em dezembro do ano passado,  diante do aumento no número de registros da doença. A China mudou as bases de cálculo sobre casos e mortes causados pela Covid, e desde o final de 2022 interrompeu a divulgação destes dados. 

Nas suas redes sociais, Stella Kyriakides, comissária europeia para a Saúde, afirmou que o tema começou a ser debatido nesta teça-feira (3), e que uma nova reunião deve acontecer na quarta-feira. 


“Hoje, o Comitê para Segurança Sanitária convergiu sobre ações que incluem: testes antes da partida para viajantes provenientes da China; aceleração do monitoramento do esgoto; aumento da vigilância interna. A discussão continua amanhã. A união permanece como o instrumento mais forte contra a Covid”, escreveu na sua conta oficial do Twitter. 

Mais cedo, autoridades chinesas criticaram e ameaçaram fazer retaliações a países que impuserem a necessidade de testes contra a doença para passageiros que saírem do país asiático. 

“Alguns países colocaram restrições na entrada exclusivamente para viajantes chineses. Isso não tem base científica e algumas práticas são inaceitáveis”, disse uma das porta-vozes do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning, em sua coletiva diária.

O Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC) também se posiciounou contra as restrições da União Europeia. Em nota, o órgão argumentou que  as variantes que estão causando a alta de casos na China já estão em circulação nos países europeus. 

Leia Também:  Vacinação de grupos de risco é principal desafio no combate à covid-19

“As variantes que circulam na China já estão circulando na UE e, como tal, não são um desafio para a resposta imune dos cidadãos da UE/EEE. Além disso, os cidadãos da UE/EEE têm níveis relativamente altos de imunização e vacinação”, ressaltou o ECDC no comunicado .

“Dada a maior imunidade populacional na UE/EEE, bem como o surgimento anterior e subsequente substituição de variantes atualmente circulando na China por outras sublinhagens Omicron na UE/EEE, não se espera que um aumento de casos na China afete o COVID -19 situação epidemiológica na UE/EEE”, completou.

Mesmo com a recomendação da instituição europeia, uma extensa lista de países já adotaram as medidas de restrição, como França, Itália e Espanha, todos eles membros do bloco. 

Estados Unidos, Canadá, Austrália, Israel e Japão são alguns outros países que estão exigindo a apresentação de testes de Covid para viajantes que provenham da China.

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Fonte: IG SAÚDE

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