SAÚDE
Doença que matou Rita de Cássia atinge pulmão e é mais comum em homens
A cantora e compositora de forró Rita de Cássia morreu nessa terça-feira (3), em Fortaleza (CE), vítima de fibrose pulmonar idiopática, aos 50 anos . É estimado que a doença atinja de 14 a 43 em cada 100 mil pessoas. No Brasil , há entre 13 e 18 mil habitantes diagnosticados com a condição.
Além disso, a doença é mais comum em homens com mais de 50 anos e pode estar associada ao tabagismo .
Rita era uma das mais importantes compositoras de forró do Brasil e autora de hits como “Meu Vaqueiro”, “Meu Peão” e “Saga de um Vaqueiro”. A cantora já teve canções gravadas por bandas e artistas como Mastruz com Leite, Amelinha, Aviões do Forró e Frank Aguiar .
Conforme o Ministério da Saúde, a fibrose pulmonar idiopática é definida como uma forma crônica específica da pneumonia , dessa forma, não se cura rapidamente e avança para os pulmões .
As causas individuais da doença ainda são desconhecidas, e ela pode levar ao aparecimento de cicatrizes nos pulmões, que fazem com que o paciente sinta dificuldade para respirar.
De acordo com Rafael Faraco, médico pneumologista na rede de hospitais São Camilo de São Paulo, existem vários tipos de fibrose pulmonar, sendo a fibrose pulmonar idiopática um tipo específico. O termo “idiopático” é utilizado justamente para pessoas diagnosticadas com a doença , mas que a causa não pode ser exatamente detectada.
Segundo o médico, os sintomas variam de acordo com a gravidade da doença. Na maioria das vezes, a tosse está presente e, dependendo do quadro, os pacientes apresentam falta de ar e fadiga — que costumam piorar com o tempo e, em um estágio mais avançado, podem se tornar limitantes e dificultar a realização de tarefas simples do dia a dia, como tomar banho.
“Perda de peso e de massa muscular também podem estar presentes nos casos graves”, explica Faraco.
Além de as causas não serem definidas, também não há um fator que preveja se a condição do paciente vai evoluir lenta ou rapidamente.
“Cada pessoa se manifesta de uma forma, existem pessoas cuja progressão da doença é muito rápida, ou seja, meses após o diagnóstico. Outras, progridem de forma mais lenta, levando alguns anos, se tratando de uma doença progressiva”, afirma o médico, que cita o tabagismo e infecções pulmonares como fatores de risco para a piora do quadro.
Dessa maneira, não fumar , reduzir os riscos de infecção deixando o calendário de vacinação em dia e procurar avaliação médica precocemente são formas de prevenir a fibrose pulmonar idiopática e reduzir os riscos de progressão da doença.
A condição não tem cura, mas, hoje em dia, o tratamento pode ser feito por meio de medicamentos anti-fibróticos, que retardam o avanço da doença e melhoram a qualidade de vida do paciente.
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Fonte: IG SAÚDE
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