ECONOMIA

Lula assina MP do Novo Bolsa Família; veja o que muda

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Lançamento do novo Bolsa Família
Reprodução TV Brasil

Lançamento do novo Bolsa Família

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou na manhã desta quinta-feira (2) a medida provisória do ” novo Bolsa Família “, que, entre as novidades, contará com adicional de R$ 150 por filho de até 6 anos, além de R$ 50 por filhos entre 7 e 18 anos e outros R$ 50 caso a mãe for gestante. Veja simulações .

Os pagamentos “turbinados” já começam a cair na conta dos beneficiários a partir deste mês. Segundo o calendário do programa (veja abaixo), os pagamentos começam no dia 18 de março e seguem até o dia 31, conforme o número do NIS (Número de Identificação Social).

Lula ignorou o discurso pronto e ressaltou que o novo Bolsa Família não é de um partido ou de um governo, e sim da sociedade brasileira. Ele pediu ainda que as pessoas e a imprensa fiscalizem o Cadastro Único, assim como o Ministério Público. 

“O compromisso que vocês têm é de ajudar a fiscalizar esse programa para que ele possa dar certo”, cobrou. “A gente não está prometendo que o Bolsa Família vai solucionar todos os problemas, mas junto com isso precisa vir uma política de crescimento econômico, de geração de emprego e de transferência de renda através do salário, que é o que realmente importa para o trabalhador”, disse. 

Lula também comentou o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) de 2022, que registrou alta de 2,9%. Segundo o presidente, a economia não cresceu “nada”. “O desafio agora é fazer a economia voltar a crescer, investindo em obras paradas, seja casa, estrada, ponte, ferrovia”.

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Lula também criticou os dividendos da Petrobras, que somaram R$ 215 bilhões em 2022, três vezes o Orçamento do Bolsa Família .  

A cerimônia foi realizada no Palácio do Planalto e contou com a presença dos ministros Wellington Dias, do Desenvolvimento Social, Rui Costa, da Casa Civil, e Camilo Santana, da Educação, além da primeira-dama, Janja da Silva. 

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Dias comemorou o relançamento do Bolsa Família e afirmou que o programa não será uma simples transferência de renda, mas contará com uma rede de benefícios. Ele lembrou também que  700 mil famílias excluídas do benefício serão reintegradas.

Com as mudanças, o Bolsa Família volta a ser proporcional ao número de integrantes da família, o que havia sido extinto com a imposição dos R$ 600 para todos.

O ministro também anunciou duas novas regras, a de proteção e a do retorno garantido. Por meio delas, se a família beneficiário aumentar sua renda per capita em até meio salário mínimo, não perderá o benefício. Além disso, se o recebedor entrar no mercado de trabalho e perder direito ao programa pelo critério de renda, ele será excluído, mas, se for demitido, terá retorno imediato. 

A presidente da Caixa, Rita Serrano, ressaltou que o programa contribuiu para a saída do país do Mapa da Fome, mas foi substituído por outro “muito inferior”, referindo-se ao Auxílio Brasil, criado em 2020 pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O banco público será responsável por gerir os 21 milhões de beneficiários inscritos no Bolsa Família. 

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Ela lembrou que todos os cartões do Bolsa Família servem também como cartão de débito, de modo a “facilitar a vida” de todos os recebedores. 



Veja o calendário do Bolsa Família para março

  • NIS com final 1: 20 de março;
  • NIS com final 2: 21 de março;
  • NIS com final 3: 22 de março;
  • NIS com final 4: 23 de março;
  • NIS com final 5: 24 de março;
  • NIS com final 6: 27 de março;
  • NIS com final 7: 28 de março;
  • NIS com final 8: 29 de março;
  • NIS com final 9: 30 de março;
  • NIS com final 0: 31 de março;

Quem tem direito ao Bolsa Família? 

  • A família precisa ter renda per capita (por pessoa) que seja classificada na condição de pobreza ou de extrema pobreza.
  • Também tem que estar com dados atualizados no Cadastro Único, base do governo com as pessoas em situação de vulnerabilidade.

Condicionantes: O governo afirmou que os beneficiários vão ter que arcar com contrapartidas, como:

  • manter crianças e adolescentes na escola;
  • fazer o acompanhamento pré-natal (no caso de gestantes);
  • manter as carteiras de vacinação atualizadas.

Fonte: IG ECONOMIA

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