- POLÍTICA NACIONAL
Kajuru quer discutir o sigilo sobre estoque do Ministério da Saúde
O senador Jorge Kajuru (PSB-GO) afirmou que é o momento oportuno para o Congresso Nacional discutir o sigilo aos dados de estoque de produtos do Ministério da Saúde. Em pronunciamento nesta quinta-feira (16), o parlamentar disse que tal medida foi adotada por um período de cinco anos, durante a gestão do ex-presidente Michel Temer.
A determinação foi estendida por prazo indeterminado durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, sob a alegação de que evitaria a especulação de preços dos fornecedores em negociações com o Sistema Único de Saúde (SUS). Para ele, o sigilo deve acabar para facilitar o controle da validade dos estoques.
— Qual foi o argumento usado pelo governo? Que o sigilo impede a indústria de especular com os dados ao estabelecer preços nas negociações com o Sistema Único de Saúde (SUS). Isso, aparentemente, tem favorecido o desperdício e não a economia de recursos. Talvez seja hora de mudar — argumentou.
O senador também lembrou que, recentemente, a gestão atual do Ministério da Saúde encontrou 27 milhões de doses de vacina contra a covid-19 sem tempo hábil para distribuição e uso, o que, além de gerar prejuízo financeiro, impediu a imunização de milhões de pessoas contra a doença.
Kajuru destacou que, além dos 27 milhões de doses que não poderão ser usadas neste ano, o país já perdeu 2 milhões em 2021 e outros 10 milhões em 2022, totalizando 39 milhões de doses jogadas no lixo. O desperdício, segundo o parlamentar, representa um prejuízo de R$ 2 bilhões.
— A meu ver, [é] um descalabro. Algo inimaginável, pátria amada, num país em que a pandemia do novo coronavírus provocou a morte de quase 700 mil pessoas.
Kajuru também condenou a divulgação de notícias falsas e negacionistas nas redes sociais nesse momento de retomada da vacina bivalente contra a covid-19. Segundo o senador, tanto o governo quanto a sociedade devem se unir para demonstrar compromissos “com valores civilizatórios” e servir de exemplo para o mundo quando o assunto é vacinação.
— É preciso reafirmar que a vacina contra a covid-19 é segura, testada e aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e que as doses de reforço impedem a perda de memória imunológica contra o vírus, sem esquecer que as vacinas bivalentes já aplicadas protegem contra o vírus original, a variante ômicron e suas subvariantes — reiterou.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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