BRASIL
Deltan nega ter fugido do Brasil: ‘Não sou procurado’
O ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Podemos-PR), que teve o mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas últimas semanas, negou que tenha viajado para fugir do Brasil. Ele foi para os Estados Unidos nesse domingo (18), com destino à cidade de Chicago.
Nas redes sociais, Dallagnol disse que uma “parte da esquerda está polvorosa” após ele ter publicado uma foto em um portão de embarque com o passaporte em mãos.
O ex-parlamentar afirmou que não fugiu do país, “primeiro porque não sou procurado, segundo porque jamais vou desistir do Brasil”.
Deltan acrescentou ainda que a esquerda tem “azar de ser liderada por tanta gente burra que acredita que um fugitivo vai tirar uma foto revelando o destino e vai postar avisando”.
No mesmo vídeo, Dallagnol critica a indicação do advogado Cristiano Zanin a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF) . Segundo ele, o indicado para ser substituto de Ricardo Lewandowski “não atende os requisitos constitucionais, nem as demandas da sociedade”.
O ex-deputado disse ainda que os Estados Unidos “protegem, de fato, as liberdades”, mas que seguirá no Brasil.
Não me confundam com os seus bandidos e corruptos de estimação. Eu estou fazendo uma viagem acadêmica e profissional. Eu não tenho nada a temer. Eu não devo nada a ninguém. Eu seguirei no Brasil.”
Ao iG , a assessoria do ex-deputado informou que ele viajou aos Estados Unidos a convite da Acton University, “para uma série de palestras e eventos cristãos”. Ele deve retornar ao Brasil após o dia 25 de junho.
Cassação de mandato
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu indeferir a candidatura de Deltan Dallagnol e, consequentemente, cassar o seu mandato de deputado federal. A decisão foi tomada por unanimidade na Corte Eleitoral.
O relator do caso foi o ministro Benedito Gonçalves, e magistrados acataram dois recursos apresentados contra a candidatura de Deltan para o pleito eleitoral realizado no ano passado: uma pela Coligação Brasil da Esperança, e outra pelo PMN.
O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná havia negado ambos os recursos apresentados contra o então deputado, mas tanto a coligação como o partido recorreram ao TSE para reverter a decisão.
Os juízes entenderam que ele deixou o cargo no Ministério Público para escapar de punições decorrentes da Operação Lava Jato. Em seu lugar, assumiu o deputado Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR).
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Fonte: Nacional
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