AGRONEGÓCIO

Brasil teve queda nas exportações de soja e milho no primeiro trimestre de 2024

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Chuva em Mato Grosso começa a diminuir após o dia 20; veja vídeo

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10 de abril de 2024

Produtores que plantaram milho segunda safra na reta final da janela ou após o seu término estão de olho no céu. Segundo as estimativas meteorológicas, a chuva em Mato Grosso deverá começar a diminuir após o dia 20 de abril.

A semeadura da segunda safra de milho 2023/24 no estado foi dada por encerrada na semana do dia 22 de março, aponta o último levantamento de plantio do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Os dados revelam que aproximadamente 10% dos 6,94 milhões de hectares previstos para a cultura nesta temporada ficaram fora da janela ideal.

Gerente de uma propriedade em Rondonópolis, Everton Mann Applet, conta que o cereal no local foi semeado no final da janela e saindo um pouco dela. O atraso com a primeira safra da soja, devido as adversidades climáticas, inclusive levou a área destinada ao milho a ser reduzida em mil hectares.

Nos últimos dias as chuvas no município, situado na região sudeste do estado, estão mais frequentes e a expectativa, segundo ele ao Canal Rural Mato Grosso, é que continuem “um pouco mais para a frente”.

“O milho vem se desenvolvendo bem com esse volume de chuvas que vem ocorrendo agora. O investimento que fizemos em tecnologia, híbrido, adubação é para colher em torno de 100 sacas por hectare. Mas, tendo os outros anos como experiência, cortando as chuvas em meados de abril pode cair bastante a produtividade”, diz.

Everton salienta que quando o cereal foi semeado já se sabia que a previsão não era boa para abril e maio, “mas, o agricultor não perde a esperança”.

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Foto: Leandro Balbino/Canal Rural Mato Grosso

Diminuição na segunda quinzena

As chuvas em Mato Grosso, de acordo com o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, devem começar a diminuir a partir do dia 20 de abril. Para os próximos cinco dias, comenta ele, é de volumes entre 30 e 50 milímetros, o que irá auxiliar para manter a boa umidade do solo em praticamente todo o estado.

“Quando olhamos para o próximo período [20 a 24 de abril] a tendência é de a chuva ir diminuindo aos poucos na região Centro-Oeste, mas o estado que mais recebe chuvas é Mato Grosso, principalmente do centro para o norte. Volumes que ainda podem passar de 50 milímetros”.

O meteorologista ressalta que, apesar disso, o período seguirá quente, o que pode ser propício para a cigarrinha nas lavouras de milho.

Ainda conforme Arthur, ao se olhar para algumas localidades, como Rondonópolis, Itiquira e Nova Mutum, a previsão é de chuvas até o dia 22 de abril, podendo ocorrer precipitações até o dia 25.

No caso de Rondonópolis as estimativas apontam um volume acumulado de 140 milímetros de chuva para os próximos 13 dias e em Itiquira de 145 milímetros. Para Nova Mutum a previsão é de 123 milímetros.

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BNDES anuncia mais R$ 1,4 bilhão destinado ao Plano Safra

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49 minutos ago

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10 de abril de 2024

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em parceria com o Governo Federal, anunciou nesta quarta-feira (10.04) um novo aporte de R$ 1,4 bilhão para o Plano Safra 2023-2024. O montante, que estará disponível a partir de 11 de abril, o BNDES eleva o total de recursos destinados ao setor agropecuário no âmbito do plano para R$ 38,4 bilhões, um recorde histórico.

Com a nova parcela, o total de recursos disponíveis nos Programas Agropecuários do Governo Federal (PAGF) a serem repassados pelo BNDES chega a R$ 4,6 bilhões, com prazo de utilização até junho de 2024. O Banco já aprovou mais de R$ 28 bilhões, em mais de 120 mil operações, para o Plano Safra 2023-2024, um crescimento de 23% em relação ao mesmo período da safra passada.

Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o aporte adicional demonstra o compromisso do governo com o desenvolvimento do setor agropecuário brasileiro. “São recursos importantes que poderão ser utilizados por produtores rurais, inclusive agricultores familiares, e cooperativas agropecuárias, para custeio e investimento em diversas finalidades”, afirma.

Mercadante destaca que os recursos podem ser utilizados para ampliar a produção, adquirir máquinas e equipamentos, investir em armazenagem e inovação. “Com esse apoio, o BNDES contribui para a competitividade do agronegócio brasileiro e para a geração de renda e emprego no campo”, complementa.

PLANO SAFRA – O volume total de recursos do Plano Safra 2023/24 é de R$ 435,8 bilhões. Esse montante representa um aumento de 18,3% em relação ao Plano Safra anterior, demonstrando o compromisso do governo federal em impulsionar o agronegócio brasileiro.

Distribuição dos recursos:

Agricultura familiar: R$ 188,7 bilhões (43,3%)
Agricultura empresarial: R$ 247,1 bilhões (56,7%)

Destaques do Plano Safra 2023/24:

Maior volume de recursos da história: R$ 435,8 bilhões, um aumento de 18,3% em relação ao Plano Safra anterior.
Foco na agricultura familiar: R$ 188,7 bilhões destinados à agricultura familiar, o que representa 43,3% do total de recursos.
Ampliação do crédito para custeio e investimento: Aumento de 26% nos recursos para custeio e de 28% para investimento, visando impulsionar a produção e a competitividade do agronegócio brasileiro.

Novas linhas de crédito: Criação de novas linhas de crédito para áreas estratégicas, como agricultura digital, inovação e sustentabilidade.
Maior prazo de pagamento: Ampliação dos prazos de pagamento das linhas de crédito, proporcionando maior flexibilidade para os produtores rurais.

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A disponibilidade dos recursos:

Os recursos do Plano Safra 2023/24 estão disponíveis nas instituições financeiras participantes, como bancos e cooperativas de crédito. Os produtores rurais podem acessar o crédito através da apresentação de projetos e documentações comprobatórias.

Fonte: Pensar Agro

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FPA faz alerta que crise de rentabilidade pode aprofundar dificuldades do agronegócio

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2 horas ago

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10 de abril de 2024

O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion (PP-PR), alertou para a crise de rentabilidade que assola o setor agropecuário brasileiro. Os preços dos grãos, como soja e milho, não têm coberto os custos de produção, levando os produtores a enfrentar dificuldades financeiras crescentes.

Lupion ressaltou que os produtores estão vendendo a soja a preços muito abaixo do necessário para cobrir os gastos de produção. Essa situação tem corroído os lucros dos agricultores desde 2023, levando muitos a desistir da atividade ou optar por culturas alternativas, como o milho.

O ex-presidente da FPA, deputado Alceu Moreira (MDB-RS), alertou que a crise atual do setor deve se prolongar até 2025 e 2026, caso medidas efetivas não sejam tomadas. Ele destacou a necessidade de uma ação conjunta entre o governo federal e o setor para reequilibrar a situação.

O deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) salientou a importância da participação do governo na busca por soluções, incluindo a implementação de políticas de preço mínimo e o fortalecimento do setor junto às instituições financeiras.

O deputado Sérgio Souza (MDB-PR) expressou preocupação com o papel do setor agropecuário na sustentação da economia brasileira diante da crise atual, destacando a necessidade de buscar soluções no âmbito parlamentar.

Em relação aos números do setor, o PIB da agropecuária brasileira teve um aumento de 39% na última década, superando o crescimento do PIB geral do país. No entanto, as expectativas para 2024 são menos otimistas, com estimativas de safra diminuindo devido a mudanças climáticas.

Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a produção de soja em 2024 deverá ser próxima de 145 milhões de toneladas, abaixo do recorde alcançado em 2023. O milho também não deve atingir os níveis anteriores.

A queda na receita agrícola tem impacto tanto dentro quanto fora das fazendas, afetando os investimentos e a margem de lucro dos produtores. Na pecuária leiteira, por exemplo, a margem de lucro dos produtores foi significativamente reduzida devido ao aumento dos custos e à retração de preços.

Diante das incertezas para 2024, a CNA ressaltou a importância de aumentar os recursos para o seguro rural, visando proteger os produtores de possíveis perdas causadas por eventos climáticos adversos.

A crise na agropecuária brasileira representa um desafio significativo não apenas para os produtores, mas também para a economia como um todo. Medidas urgentes são necessárias para garantir a sustentabilidade do setor e sua contribuição para o desenvolvimento do país.

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