AGRONEGÓCIO
Conheça pesquisas que funcionam como escudo contra tragédias climáticas na produção agrícola de MT
. . . . . . . . . . . . . . . 4 de June de 2024
Agro Mato Grosso
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14 segundos ago
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Com os estudos feitos do ZARC, o produtor diminui em 4 vezes a necessidade do ProAgro, o financiamento usado pelos produtores.
As mudanças no clima são um dos maiores desafios que a humanidade enfrentará nas próximas décadas, como escreveu o pesquisador da Embrapa Cerrados, Lineu Neiva. Os estudos climáticos feitos pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) indicam os melhores momentos para que os produtores não sofram com perdas expressivas na produção de soja em Mato Grosso.
A produção agrícola do estado está como destaque no cenário nacional e internacional, por isso, o Zarc, anunciado pelo Ministério da Agricultura, é uma das principais estratégias para gestão de risco climático na produção agrícola brasileira, que abrange 43 culturas e todos os municípios do Brasil, ajudando a prevenir e diminuir os impactos de eventos não controláveis, como secas e chuvas excessivas, nas fases mais críticas das culturas.
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Na safra de 2022/23, o Mato Grosso produziu cerca de 45,3 milhões de toneladas de soja, segundo a Aprosoja (MT) — Foto: André Rodrigues
Com ele, os produtores mato-grossenses podem prevenir possíveis perdas por questões climáticas adversas, mas todos os estudos são construídos com base em probabilidade, então é necessário entender que é não é possível controlar totalmente, mas sim prevenir.
O produtor Walmor Bonetti disse que não utiliza do Zarc em suas lavouras em Sorriso, a 420 km de Cuiabá, e a menor ocorrência de chuvas que não estava prevista foi o fator que atrapalhou na produtividade agrícola dele.
“A nossa região sofreu demais em relação ao que estavámos esperando. A última safra foi 30% menor do que o esperado, mas, claro, não foram todas as regiões”, contou.
⛅Riscos de plantar sem observar o clima
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Imagem de satélite feita nesta segunda-feira (6) mostra região de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, tomada pela enchente — Foto: European Union/Copernicus Sentinel-2 via Reuters
A recente tragédia das chuvas no Rio Grande do Sul ressalta a imprevisibilidade do clima atrelada às mudanças climáticas agravantes como ondas de calor e reflexo do El Niño que ocorreram na região. Enquanto as lavouras do Rio Grande do Sul sofreram com as chuvas excessivas, desde o mês de abril, em Mato Grosso, mais de 87% dos produtores não conseguiram cobrir os custos da produção pelas condições climáticas, como onda de calor e estiagem (ocorrência de poucas chuvas).
Conforme o levantamento realizado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), que abrangeu 99 dos 142 municípios do estado, a produtividade média das áreas levantadas foi 20% menor que na temporada anterior, quando foi registrada 64,97 sacas por hectare.

🌞Olhando para o céu antes de plantar
O Zoneamento agrícola contribui para garantir a segurança alimentar do país e a sustentabilidade agrícola na região, além de proteger os agricultores de prejuízos econômicos.
Segundo o pesquisador Cornélio Zolin, o clima vem mudando com o passar do tempo, então, após o processamento de informações climáticas feito pela Embrapa, os produtores da região têm a oportunidade de informar se passam por situações semelhantes nas lavouras em reunião com os pesquisadores.
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Cornélio Zolin, pesquisador na Embrapa — Foto: Arquivo Pessoal
“Após a primeira implementação nas lavouras, o governo percebeu que os produtores que utilizam o Zarc apresentam redução de até quatro vezes no Proagro por apresentar sucesso na escolha da melhor data de plantio”, informou Zolin.
O Proagro é um programa do Governo Federal destinado aos produtores rurais, que assegura o pagamento de financiamentos de custeio agrícola quando a colheita tem sua receita reduzida devido a eventos climáticos adversos, pragas ou doenças incontroláveis.
Essa política de orientação também protege e funciona como um escudo em relação à seguridade agrícola em todo Brasil, pois o produtor pode se preparar para qualquer situação adversa que a lavoura possa enfrentar, utilizando a rotação de culturas, produções integradas como Integração Lavoura Pecuária- Floresta, cobertura de solo e outros.

Agro Mato Grosso
Planta usada para alimentar gado pode reduzir gases de efeito estufa e conservar solo em plantações de milho e soja em MT
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1 dia ago
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3 de junho de 2024

A braquiária possui raízes profundas, que podem chegar até dois metros, descompactando o solo e criando canais que facilitam a infiltração da água, melhorando a disponibilidade hídrica durante períodos secos.
Você sabia que a braquiária, planta que serve de alimento para o gado, ajuda no sistema produtivo de soja e milho e pode resolver problemas de compactação do solo? De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a planta possui raízes profundas, que podem chegar até dois metros, descompactando o solo e criando canais que facilitam a infiltração da água, melhorando a disponibilidade hídrica durante períodos secos e contribuindo para a ciclagem de nutrientes.
De acordo com a empresa, os sistemas de cultivo contínuo, como soja e milho, tendem a compactar o solo devido ao uso constante de máquinas, especialmente durante o período chuvoso. Essa compactação impede a infiltração de água, causando erosão e escorrimento superficial que levam nutrientes essenciais embora, contribuindo para enchentes e, por isso, a braquiária é tão importante.
A Embrapa Agrossilvipastoril, em Sinop, a 503 km de Cuiabá, informou que implantar a cultura da braquiária não só enriquece o solo, mas também aumenta a eficiência do uso de fertilizantes, promovendo um sistema agrícola mais sustentável e produtivo. Além disso, a braquiária desempenha um papel fundamental nos sistemas de integração Lavoura-Pecuária (ILP) e Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) devido às diversas características benéficas, como proporcionar uma cobertura vegetal eficaz, controlar a erosão e aumentar a matéria orgânica.
Um dos benefícios da braquiária é que ela ajuda a reduzir a emissão de gases de efeito estufa, principalmente por meio da captura de carbono ao solo. As raízes profundas promovem a captura de carbono, armazenando-o de forma eficiente no solo, o que diminui a quantidade de CO2 na atmosfera. Além disso, a braquiária melhora a qualidade do solo e reduz a necessidade de fertilizantes químicos.
Pesquisas realizadas pela a Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja) indicam que práticas integradas como ILP e ILPF, que frequentemente utilizam a braquiária, contribuem para a mitigação das mudanças climáticas através da melhora na captura de carbono e na eficiência do uso do solo.
Os sistemas ILP e ILPF foram criados para promover uma agricultura mais sustentável e resiliente. Em Mato Grosso, estado líder em produção agrícola, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esses sistemas trabalham em conjunto para promover uma produção de milho e soja mais rentável e produtiva.
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Os produtores de soja adotaram práticas inovadoras para reduzir o impacto ambiental de suas atividades — Foto: Gabriel Faria
O pesquisador na área de sistema de ILPF da Embrapa Agrossilvipastoril, Maurel Behling, disse que a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, traz uma série de benefícios para a agricultura sustentável. Em primeiro lugar, destaca-se a otimização do uso da terra, onde a eficiência na utilização dos recursos é aprimorada. Essa prática promove a conservação do solo e da água, além de maximizar a eficiência na absorção de nutrientes pelo solo, resultando em maior produtividade agrícola.
“Ambas as modalidades preconizam as boas práticas agropecuárias, destacando a importância da conservação do solo e da água. Isso envolve a implementação de curvas de nível e o uso do sistema de plantio direto para combater a erosão, além do manejo integrado de pragas e doenças para otimizar o sistema e reduzir a dependência de insumos externos. As boas práticas também se estendem ao uso de adubos, com recomendações baseadas em análises sólidas do sistema, e à implantação e condução da pastagem”, disse.
Além disso, ele contou que a diversificação de culturas, característica fundamental da ILPF, não apenas beneficia os agricultores em termos econômicos, mas também favorece os microrganismos, promovendo uma maior biodiversidade e devolvendo a vitalidade ao solo.
Outro aspecto crucial da ILPF é a presença de árvores, que desempenham um papel vital na conservação ambiental. As árvores ajudam a reduzir a perda de água por escoamento superficial, contribuindo para uma maior infiltração de água no solo. Por sua vez, a biomassa das árvores, especialmente em seus troncos, armazena significativas quantidades de carbono, o que não apenas enriquece o solo, mas também contribui para mitigar os efeitos das mudanças climáticas.
Portanto, a integração de árvores na ILPF não só melhora a fertilidade do solo, mas também promove a captura e armazenamento de carbono, demonstrando os múltiplos benefícios dessa prática para a agricultura e o meio ambiente.
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Os produtos agrícolas provenientes do campo são essenciais para a alimentação urbana — Foto: Gabriel Faria
Ainda segundo Behling, nos últimos anos, avanços significativos foram alcançados na agricultura, especialmente em Mato Grosso, onde os produtores de soja adotaram práticas inovadoras para reduzir o impacto ambiental das atividades.
“Uma dessas práticas é a fixação biológica de nitrogênio, na qual bactérias isoladas são utilizadas para promover a saúde do solo e a produtividade das plantas. Ao inocular as sementes de soja com essas bactérias, os agricultores eliminam a necessidade de adubação nitrogenada, reduzindo assim a emissão de óxido nitroso, um dos principais gases de efeito estufa”, explicou.
O pesquisador ressaltou que a integração lavoura-pecuária tem desempenhado um papel fundamental na busca por práticas agrícolas mais sustentáveis. Ao combinar culturas agrícolas com a criação de gado, os produtores conseguem melhorar a saúde do solo, aumentar a produtividade e reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Essa abordagem também promove a diversificação das atividades agrícolas, tornando o sistema mais resiliente a condições climáticas adversas e a flutuações de mercado.
🌱Produção de soja
Conforme a Aprosoja, a soja é o principal produto de exportação do Brasil. Nos últimos 40 anos, a produção aumentou mais de quatro vezes, passando de 26 milhões para 120 milhões de toneladas na última safra, tornando o Brasil o maior exportador mundial do grão.
Mato Grosso, um dos maiores exportadores de bens primários, obtém 51% da arrecadação de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e 50% do Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio.

💰O agro sustentável como motor da economia🌽
O agronegócio sustentável desempenha um papel fundamental como motor da economia, estabelecendo uma ligação vital entre o campo e a cidade. De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o setor agropecuário é responsável por uma parcela significativa do Produto Interno Bruto do Brasil, contribuindo diretamente para o crescimento econômico do país. Além disso, o agronegócio sustentável gera empregos e oportunidades de negócios em diversas áreas, desde a produção agrícola até a agroindústria e a logística de transporte.
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O setor agropecuário é responsável por uma parcela significativa do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil — Foto: Gabriel Faria
A ligação entre o campo e a cidade é essencial para garantir a segurança alimentar, o abastecimento de alimentos e o desenvolvimento equilibrado de ambas as regiões.
Os produtos agrícolas provenientes do campo são essenciais para a alimentação urbana, fornecendo uma ampla variedade de alimentos frescos e processados para consumo humano e animal. O agronegócio sustentável promove a preservação ambiental e a utilização responsável dos recursos naturais, contribuindo para a qualidade de vida tanto nas áreas rurais quanto urbanas. Essa interdependência entre o campo e a cidade destaca a importância do agronegócio sustentável como um pilar fundamental para o desenvolvimento econômico e social do Brasil.
🐄Os sistemas e a alimentação animal
Conforme o Ministério da Agricultura, o manejo de forrageiras refere-se ao conjunto de práticas e técnicas utilizadas para o cultivo, colheita e utilização de plantas forrageiras, ou seja, plantas destinadas à alimentação animal, especialmente em sistemas de produção pecuária.
Esse manejo abrange diversas atividades, desde o plantio e adubação até a colheita e conservação das forragens. Inclui também a gestão da pastagem, que envolve aspectos como o controle de pragas e doenças, o ajuste da carga animal para evitar o sobrepastoreio e o manejo do pastejo para promover o crescimento saudável das plantas e a eficiente utilização pelos animais.
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O manejo de forrageiras refere-se ao conjunto de práticas utilizadas para o cultivo de plantas destinadas à alimentação animal — Foto: Gabriel Faria
O manejo de forrageiras é fundamental para garantir a disponibilidade e qualidade da alimentação animal, contribuindo para a produtividade e sustentabilidade dos sistemas de produção pecuária, segundo o Mapa.
Maurel disse que, no manejo da forrageira, é essencial aplicar as boas práticas da pecuária, ajustando a taxa de ocupação animal e respeitando a disponibilidade de forragem.
“Do ponto de vista social, a implementação desses sistemas também traz benefícios, otimizando o uso da terra e da mão de obra, gerando empregos diretos e indiretos no campo e mantendo uma cadeia produtiva sustentável. Os avanços em pesquisa e desenvolvimento têm resultado em inovações tecnológicas, que melhoram a eficiência do sistema de produção de carne e na parte reprodutiva dos animais”, especificou.
🗂️Técnicas desenvolvidas nos sistemas de integração
O plantio direto é uma técnica agrícola que consiste em semear as culturas sem a necessidade de revolver o solo. Isso ajuda a preservar a estrutura do solo, reduzir a erosão e a compactação, além de promover a retenção de umidade. No contexto dos sistemas ILP e ILPF, o plantio direto é frequentemente utilizado como uma prática de conservação do solo e como parte da rotação de culturas.
A fixação de nitrogênio é um processo biológico no qual certas bactérias têm a capacidade de converter o nitrogênio atmosférico em formas que podem ser utilizadas pelas plantas, como os nitratos. Isso é essencial para o crescimento das plantas, especialmente em solos pobres em nitrogênio. Nos sistemas ILP e ILPF, a fixação de nitrogênio é frequentemente promovida através da utilização de leguminosas, como a soja e o feijão, que têm uma simbiose com bactérias fixadoras de nitrogênio nas raízes.
A reforma de pastagem envolve a revitalização e melhoria das pastagens existentes. Isso pode incluir práticas como o controle de invasoras, o plantio de espécies forrageiras mais nutritivas e resistentes, o manejo do pastejo e a recuperação de áreas degradadas. Nos sistemas ILP e ILPF, a reforma de pastagem é uma prática comum para melhorar a qualidade da forragem disponível para os animais e promover a sustentabilidade do sistema.
A cobertura de solo refere-se à proteção do solo por meio da presença de materiais orgânicos, como palha, restos de culturas ou vegetação espontânea, sobre sua superfície. Isso ajuda a reduzir a erosão, a compactação do solo, a evaporação da umidade e a germinação de plantas invasoras. Nos sistemas ILP e ILPF, a cobertura do solo é incentivada como uma prática de conservação, proporcionando benefícios tanto para as culturas agrícolas quanto para a pastagem e a floresta.
Agro Mato Grosso
Primeiro mirante de vidro de MT se tornou ponto de lazer das famílias e atrativo para turistas, afirma prefeita
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1 dia ago
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3 de junho de 2024

O primeiro mirante de vidro de Mato Grosso, construído pelo Governo do Estado, em Jaciara, se consolidou como um dos principais atrativos turísticos da região. Com 30 metros de altura e uma vista panorâmica deslumbrante do Rio Tenente Amaral, suas corredeiras e três belas cachoeiras, o mirante inaugurado em novembro de 2023 tem atraído muitos visitantes.
Segundo a prefeita de Jaciara, Andréia Wagner, o espaço também se tornou um importante ponto de lazer para os moradores.
“O Mirante de Vidro de Jaciara é um grande investimento do Governo do Estado no turismo da nossa cidade. Ele está muito bem localizado no centro de Jaciara, e, além de ser um ponto turístico, é um lugar de encontro para as famílias jaciarenses”, destacou.
Foto: Mayke Toscano/Secom-MT
O mirante de vidro de Jaciara contou com investimento total de R$ 3,8 milhões e faz parte de um projeto de qualificação urbana que visa potencializar o turismo na região.![]()
Com 86 cachoeiras catalogadas, o município é um paraíso para os amantes da natureza e das atividades de aventura. Jaciara, além de suas águas termais naturais, é conhecida por suas temporadas de esportes radicais. A Cachoeira da Fumaça, famosa pela prática do rafting, é um dos principais pontos turísticos da região.![]()
Vale do Chico é outra atração da região – Foto: Mayke Toscano/Secom-MT
Outro investimento significativo que complementa o desenvolvimento turístico de Jaciara é a recuperação da MT-457, conhecida como Estrada Parque, que é via crucial para o turismo do município.
O Governo do Estado está restaurando cerca de 11 quilômetros da rodovia, com um investimento de R$ 7,762 milhões.
“É um investimento importante que garante o acesso e o tráfego dos nossos turistas aos principais pontos turísticos da nossa cidade”, afirmou a prefeita.![]()
Cachoeira da Fumaça é um dos principais atrativos da região – Foto: Christiano Antonucci – Secom – MT
Além de proporcionar acesso à Cachoeira da Fumaça, a estrada também leva à Cachoeira da Mulata e a diversos balneários, tornando-se vital para os turistas que desejam explorar as belezas naturais de Jaciara. A restauração da rodovia não só facilita o escoamento de produtos, mas também melhora significativamente o acesso aos principais pontos turísticos, impulsionando ainda mais o turismo e a economia local.![]()
Cachoeira da Mulata, em Jaciara – Foto: Christiano Antonucci/Secom-MT
Agro Mato Grosso
Governo conclui 81 km de asfalto novo na MT-170 após estadualização
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2 dias ago
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2 de junho de 2024

Em pouco mais de um ano de obra, o Governo de Mato Grosso asfaltou 81 quilômetros de estrada na MT-170, a antiga BR-174, que liga Castanheira e Colniza. Com o avanço do asfalto, o histórico de atoleiros na estrada vão ficando para trás.
A rodovia foi estadualizada pelo Governo do Estado para que o asfalto pudesse finalmente chegar à população. No total, serão asfaltados 271,6 km das MTs 170/208/418, em um investimento que supera R$ 600 milhões.
A obra está dividida em seis lotes, dos quais quatro, totalizando 176 km, estão em andamento, com previsão de serem entregues até o fim deste ano. Os 95 km restantes já foram contratados pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) de forma integrada, ou seja, as empresas vencedoras dos processos licitatórios irão elaborar os projetos e depois executar as obras na rodovia.
O trecho a ser asfaltado sai de Castanheira, passa por Juruena e pela entrada de Aripuanã, até chegar em Colniza. Isso vai garantir uma ligação por asfalto a esses municípios que têm, aproximadamente, 70 mil habitantes, segundo dados do Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Além disso, 22 pontes de concreto neste trecho já estão com obras em andamento.
O secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, lembra que a rodovia está localizada em uma região de floresta amazônica, que tem muitas chuvas e uma janela pequena de trabalho. Mesmo assim, o objetivo é finalizar os 176 quilômetros que estão em andamento até o fim do ano.
“Nós cansamos de ver essa região aparecendo todos os anos no Jornal Nacional, imagens mostrando a BR-174 atolada, motoristas reclamando que passavam 24, 48 horas na estrada. Mas agora nós estamos fazendo o asfalto, levando desenvolvimento para essa região, que tem muito potencial econômico”, afirma.
A estrada foi federalizada em 2008 com a promessa de que seria asfaltada pelo Governo Federal, o que não aconteceu nos 15 anos seguintes. Para resolver o problema, o Governo de Mato Grosso solicitou a estadualização do trecho, o que ocorreu em 1º de Junho de 2022. Nove meses depois, a Sinfra-MT solucionou uma série de pendências para iniciar a obra, em abril de 2023.
Fonte: Governo MT – MT
Agro MT
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