CUIABÁ
Mãe denuncia agressões contra filhas em creche municipal de Cuiabá
Uma mulher denunciou as supostas agressões que as filhas, de 4 e 6 anos, teriam sofrido numa creche municipal de Cuiabá, no bairro Pedra 90. Segundo a mãe, as meninas estariam sido vítimas de uma professora da unidade. A mulher contou que descobriu que a filha mais nova vinha sofrendo na escola após ela ter medo constantemente e voltar a fazer xixi na roupa. A mulher fez um boletim de ocorrência e aguarda o resultado do exame de corpo de delito.
O boletim de ocorrência contra a professora foi confeccionado no último dia 14 de junho e os fatos teriam acontecido três semanas antes, quando a filha menor reclamou de dor nos pés. Apesar da reclamação, o pai da criança resolveu não questioná-la no momento, pois ela estava internada. Dias depois a criança contou que o pé doía por causa da “Tia do banho” e da “Tia do chocolate”. A mãe foi buscar um posicionamento da coordenadora, que disse que iria conversar com as responsáveis.
Segundo o boletim de ocorrência, no último dia 12 de junho, também durante o banho, a criança teria dito que não poderia contar para os pais o que acontecia na creche, senão ela iria apanhar muito. Além das agressões contra ela, a criança de apenas 4 anos teria informado outros oito coleguinhas que também estavam sofrendo com as agressões das “Tias”.
A mãe também contou no documento que a mesma professora já teria agredido a filha maior em outra creche, no mesmo bairro. A mulher afirma que professora já tem outros boletins de agressão e que inclusive responde a outros processos por maus-tratos feito na creche anterior.
A criança passou por exames de corpo de delito na última sexta-feira, 14, e será encaminhada para uma psicóloga. O resultado deve sair em até 30 dias.
A mãe ainda relatou ao Estadão Mato Grosso que além de a professora ser conhecida pelas práticas de maus-tratos, ela também seria “protegida”.
“De acordo com algumas professoras que trabalharam com ela, ela torturava as crianças, mandava pedir perdão, depois abraçava e adulava as crianças. Acho que é para as crianças não contar para os pais e dizem que ela é protegida e amparada, e que ela não vai ser exonerada”, disse ao jornal.
O próximo passo, após os exames, será de pedir uma medida protetiva contra a professora e denunciá-la ao Ministério Público do Estado (MPMT).
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