CIDADES
Pets sofrem com ansiedade de separação; veja sintomas e como tratar
Não há nada como chegar em casa após um dia cansativo e ter um pet alegre à sua espera na porta do lar. É comum que cães e gatos apegados aos donos sintam saudades nesses momentos de ausência. No entanto, é preciso ficar atento caso esse sentimento evolua e possa prejudicar a saúde física e até mental dos amigos peludos.
Latidos e miados persistentes, salivação excessiva, tremores, taquicardia, destruição de objetos, sinais de inquietação motora repetitiva, xixi ou fezes em locais impróprios e até mesmo comportamentos autodestrutivos podem ser sintomas da síndrome de ansiedade de separação (SAS).
Ao GD, a médica veterinária e pós-graduada em clínica médica de pequenos animais Vitoria Pinheiro Lucini comentou que a SAS ocorre comumente entre os animais domésticos na ausência dos tutores. “Consiste em alterações comportamentais e até mesmo fisiológicas após o momento de separação do seu dono ou então algum objeto de grande apego. Os animais podem ter diversas manifestações como, por exemplo, ficarem mais agitados, mais ansiosos, vocalizar, não aceitar alimentação, apatia entre outros”.
Para a especialista, cães e gatos extremamente apegados aos seus donos e que não foram condicionados desde pequenos a ficarem sozinhos, estimulando independência e autonomia, são os mais suscetíveis a desenvolver este tipo de distúrbio comportamental.
“Existem estudos que mostram que animais criados em lares de apenas um humano têm chances maiores de desenvolverem ansiedade por separação. Mas também animais que passaram por traumas, abandono entre outras situações de estresse emocional ficam mais propensos a tal”, argumenta
Uma pesquisa brasileira realizada com 105 tutores de cães no período pré e durante o isolamento social da pandemia revelou que, ao se preparar para sair, 37,8% dos tutores responderam que seus animais faziam de tudo para chamar atenção e que a maioria dos animais (24,4%) apresentou piora deste comportamento.
Como ajudar os amigos peludos?
O diagnóstico da SAS se dá por um compilado de sinais clínicos específicos e dos comportamentos característicos de estresse que o animal apresenta na ausência do dono.
Segundo a veterinária Vitoria, procurar profissionais da área é imprescindível, assim como a realização de um “check-up” frequente nos animais para garantir a integridade física, pensando na qualidade de vida dos pets. Em alguns casos é indicado inclusive procurar por um adestrador que possa orientar a quanto ao manejo de forma correta e individualizada.
“De modo geral, podemos estimular o interesse do animal em brinquedos e itens que façam um bom enriquecimento ambiental no local onde o animal ficará durante a ausência do seu tutor. Ter rotina de passeios e brincadeiras com o pet tendo assim tempo de qualidade com ele, garantindo saúde física e emocional do seu pet”, acrescenta.
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