POLÍCIA
Casal é “caçado” por matar pai e filha em MT e sofre bloqueio de R$ 1,5 mi
O casal de traficantes de Goiás, Valter Esteves de Bessa Júnior, vulgo ‘Valter do Quebra Caixote’ e Paolla Bastos Neiva, a “Musa do Crime”, é suspeito de participação nos assassinatos de João Vitor Menez Soares, de 22 anos, e de sua filha, de 2 anos, ocorridos em Barra do Garças (519 km de Cuiabá), no começo de fevereiro deste ano
A ligação deles com o duplo homicídio veio à tona após a deflagração da Operação Narke 2, da Polícia Civil de Goiás, na terça-feira (25). A ação cumpriu mandado de busca e apreensão, realizou o sequestro de uma caminhonete de luxo e bloqueou o valor de R$ 1,5 milhão contra suspeitos de lavar dinheiro proveniente do tráfico de drogas. Segundo as investigações, Valter desempenha posição de destaque em uma organização criminosa e recebeu auxílio da atual companheira, Paolla e de sua sogra para lavar grandes quantias em dinheiro oriundas do tráfico de drogas.
Segundo a Polícia Civil de Goiás, em um período de três meses, Paolla Bastos Neiva movimentou cerca de R$ 3 milhões em suas contas bancárias, sem exercer qualquer tipo de atividade econômica lícita. Já a mãe dela registrou uma caminhonete avaliada em cerca de R$ 250 mil – mesmo declarando exercer função como faxineira –, além de gerenciar o recebimento de valores de aluguéis de imóveis supostamente pertencentes ao traficante de drogas. Tais bens e valores, de acordo com as investigações, são provenientes do tráfico comandado por Valter Esteves de Bessa Junior em Goiânia.
“Valter do Quebra Caixote” e a “Musa do Crime” estão foragidos da Justiça pelos homicídios de João Victor e sua filha, assim como por uma tentativa de homicídio da esposa de João. Os crimes são relacionados às disputas relacionadas ao tráfico de drogas.
João Vitor Menez era desertor da facção criminosa Comando Vermelho. Sua morte foi ordenada por um líder do CV preso no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, que se irritou com o fato de Vitor começar a traficar drogas em Goiás e recrutar outros membros para participar das vendas. João, que usava tornozeleira eletrônica, era natural de Goiânia e havia se mudado recentemente com a família para o Mato Grosso após ameaças de morte.
Em 8 de maio, a Polícia Civil, por meio da Delegacia de Barra do Garças, deflagrou a Operação Zayra, para cumprimento de mais nove ordens judiciais contra uma organização criminosa envolvida no duplo homicídio de pai e filha e uma tentativa de homicídio no município.
As ordens judiciais, sendo três mandados de prisão, três de busca apreensão domiciliar e três de quebra de sigilo telefônico foram cumprindas na cidade de Goiânia (GO) com apoio da Delegacia Estadual de repressão a narcóticos (Denarc). João e a filha, foram mortos no dia 9 de fevereiro deste ano, na residência da família, no bairro Nova Barra.
À ocasião, dois homens em um veículo estacionaram nas proximidades da residência, entraram na casa, alvejaram as vítimas e fugiram em seguida. A esposa da vítima também foi alvejada e se deslocou em carro próprio até a UPA para prestar socorro à filha, porém a criança não resistiu e chegou morta na unidade de saúde.
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