AGRONEGÓCIO

Número de trabalhadores no agronegócio é recorde, diz Cepea

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Leite e batata estão entre produtos que pressionaram inflação, diz IBGE

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10 de julho de 2024

A alta de 7,43% no leite longa vida exerceu a maior pressão sobre a inflação de junho, uma contribuição de 0,06 ponto percentual para a taxa de 0,21% registrada no mês pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (10).

Figuraram ainda no ranking de maiores pressões sobre o IPCA de junho a batata-inglesa (0,05 ponto percentual), gasolina (0,03 p.p.), taxa de água e esgoto (0,02 p.p.) e perfume (0,02 p.p.).

Na direção oposta, o principal alívio partiu da passagem aérea, com queda de preços de 9,88% e influência de -0,06 p.p. Houve contribuição negativa também do mamão (-0,03 p.p.) e da cebola (-0,02 p.p.).

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Votação da PEC do marco temporal de áreas indígenas é adiada

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2 horas ago

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10 de julho de 2024

Um pedido de vista coletivo adiou para outubro a deliberação da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) sobre a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 48/2023, que define como marco temporal da demarcação de terras indígenas a data de promulgação da Constituição Federal (5 de outubro de 1988).

A PEC, de autoria do senador Dr. Hiran (PP-RR) e subscrita por mais 26 parlamentares, muda o Artigo 231 da Constituição, que passa ter a seguinte redação: “são terras tradicionalmente ocupadas pelos índios as por eles habitadas em caráter permanente, as utilizadas para suas atividades produtivas, as imprescindíveis à preservação dos recursos ambientais necessários a seu bem-estar e as necessárias a sua reprodução física e cultural, segundo seus usos, costumes e tradições, sendo-lhes garantida a sua posse permanente, estabelecido o marco temporal em 5 de outubro de 1988.”

O adiamento foi acertado entre os membros da CCJ, após a leitura de parecer favorável do senador Esperidião Amin (PP-SC), tendo em perspectiva o funcionamento da comissão de conciliação proposta pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que justamente vai tratar do marco temporal.

A comissão proposta pelo STF vai funcionar a partir de 5 de agosto, após o recesso parlamentar, e o prazo inicial é 18 de dezembro. Os presidentes do Senado Federal e da Câmara dos Deputados indicarão, cada um, três membros para atuar na comissão.

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Após eleições

Na prática, a CCJ deve voltar a deliberar sobre a PEC após a realização do segundo turno das eleições municipais, marcadas para 27 de outubro.

O presidente da CCJ, Davi Alcolumbre (União-AP), disse esperar que a comissão de conciliação faça uma “construção política de alto nível” e ponha fim à insegurança jurídica e às polêmicas entre os Três Poderes em torno da demarcação das terras indígenas.

Em 21 de setembro do ano passado, o STF estabeleceu que a tese do marco temporal para demarcações é inconstitucional. Em reação, em 28 setembro, o Senado aprovou o Projeto de Lei nº 490/2007, que já havia sido aprovado pela Câmara no final de maio, fixando em lei o marco temporal. Em 20 de outubro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 14.701/2023, mas impôs vetos ao entendimento do marco temporal. Em meados de dezembro, os vetos foram derrubados em sessão do Congresso Nacional.

Após a decisão do Parlamento, partidos políticos e entidades da sociedade civil ingressaram no próprio STF com quatro ações diretas de inconstitucionalidade contra a lei, batizada como “Lei do Marco Temporal”, e com uma ação declaratória de constitucionalidade em favor da lei.

Diante das demandas, o ministro Gilmar Mendes, relator das ações no STF, ordenou a suspensão, em todo o país, de processos judiciais que discutem a constitucionalidade da Lei do Marco Temporal até que a Suprema Corte se manifeste sobre as ações. Ele também determinou a realização de audiências de conciliação. Em sua decisão, o ministro negou pedido para suspender a deliberação do Congresso que validou o marco temporal.

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Preços da soja em Chicago são os menores desde 2020

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2 horas ago

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10 de julho de 2024

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira em baixa consistente pela terceira sessão seguida.

Após tentar esboçar uma recuperação por compras de barganha, o mercado cedeu e os preços bateram nos menores níveis desde 2020.

À espera do relatório de julho do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na sexta (12), o mercado foi pressionado pelas projeções de clima favorável ao desenvolvimento das lavouras norte-americanas. Se consolida um quadro de ampla oferta nos Estados Unidos.

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O mercado espera que o órgão corte as suas estimativas para a safra e os estoques finais dos Estados Unidos em 2024/25. Analistas consultados pelas agências internacionais apostam em estoques de 445 milhões de bushels em 2024/25. Para 2023/24, a aposta é de 353 milhões de bushels. Em junho, a previsão do USDA era de 455 milhões e 350 milhões, respectivamente.

Para a produção, o mercado espera um número de 4,416 bilhões de bushels para 2024/25. Em junho, o Departamento apontou safra de 4,450 bilhões de bushels.

A venda anunciada hoje pelos exportadores privados norte-americanos (132 mil toneladas) – a primeira para a China na temporada 2024/25 – decepcionou os agentes e adicionou pressão sobre as cotações, indicando que o foco dos compradores daquele país segue sendo o produto brasileiro.

Oferta e demanda

Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2024/25 de 127,1 milhões de toneladas. Em junho, o número ficou em 127,9 milhões. Para 2023/24, a expectativa do mercado é de número de 110,9 milhões, abaixo dos 111,1 milhões indicados no mês passado.

Para a safra do Brasil em 2023/24, a aposta é de corte, passando dos atuais 153 milhões para 152,1 milhões de toneladas. A produção argentina deve ser mantida em 50 milhões de toneladas.

Para esta quinta-feira (11), olhos ficam voltados para a atualização na estimativa para a safra brasileira em 2023/24. O número será divulgado às 9h pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Contratos futuros da soja

cotação preço soja queda Chicago
Foto: Reprodução

Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com baixa de 18,00 centavos de dólar, ou 1,59%, a US$ 11,13 1/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 10,67 por bushel, com perda de 13,00 centavos ou 1,20%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 2,30 ou 0,72% a US$ 316,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 45,58 centavos de dólar, com baixa de 0,73 centavo ou 1,57%.

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