CUIABÁ
MPE veta comerciantes no Dom Aquino; novo de prédio depende do poder público
Sem seguro e sem dinheiro em caixa, os mais de 600 comerciantes do Shopping Popular irão depender do poder público para recomeçarem suas vidas e voltarem a trabalhar, de acordo com o presidente da Associação dos Camelôs, em entrevista ao Jornal de Meio Dia, da TV Vila Real, nesta quinta-feira (18). Um incêndio destruiu o local na madrugada da última segunda-feira (15) e os trabalhadores perderam todo o seu material de trabalho em cerca de 30 minutos.
Questionado sobre o motivo de não ter feito o seguro da estrutura do shopping e, então, os lojistas de seus respectivos comércios, Misael reiterou que o local não tinha seguro, pois não conseguiram uma empresa para fechar o serviço para todos comerciantes. “Nós não fizemos porque a associação queria fazer um seguro que contemplasse todos associados, as 600 empresas. O Sicoob, que tinha uma banca lá dentro, fez várias consultas a várias empresas de seguro e nenhuma validou porque o espaço é público e 600 CNPJs. Tentar, eu tentei várias vezes, mas foram várias questões que teve empecilio”, justificou o presidente.
No incêndio, toda a estrutura do Shopping Popular foi destruída pelo fogo. A tragédia gerou uma grande comoção popular e resultou em diversas reuniões entre políticos e empresários buscando meios e mecanismos para auxiliar os comerciantes e funcionários.
De acordo com Galvão, no momento, a associação não possui dinheiro em caixa para se reerguer, uma vez que o pagamento da taxa dos associados, no valor de R$ 1,5 mil, seria efetuado no dia 15, mas diante da tragédia ninguém o fez. Por mesmo, a entidade fatura cerca de R$ 1 milhão.
“Ninguém estava esperando essa tragédia e não estamos preparados para nada. O dia 15 era o dia que vencia a taxa do condomínio que os associados pagam para que a associação cumpra os compromissos. Com a tragédia, ninguém teve dinheiro para pagar a taxa no condomínio. Então, a associação nem nesse mês recebeu para pagar as despesas diárias que a gente já tinha assumido”, declarou.
VETO DO MPE
Por ora, ficou definido que os comerciantes serão instalados temporariamente no Complexo Dom Aquino, nas proximidades da antiga estrutura destruída. No entanto, essa alternativa encontrada tem gerado críticas por parte dos moradores da região que reclamam de ficar sem a pista de atletismo que fica no local.
Misael pediu empatia para com os comerciantes e sugeriu conversar com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) para que a instituição libere a pista de atletismo ao público provisóriamente. “Quem deu a sugestão da mudança foi o próprio prefeito Emanuel Pinheiro. Eu levei para uma reunião, foi aprovado. Não vejo dificuldade de a gente usar, devolver como está, até melhor, e poder atender nesse momento de fragilidade dos logistas”, encerrou Misael.
No final da tarde de hoje, o Ministério Público Estadual divulgou nota informando que as barracas não poderão ser colocadas no complexo Dom Aquino por ser um local de interesse público e que não atenderia aos interesses da coletividade. O MPE aconselhou os comerciantes a instalarem suas barracas no estacionamento do Shopping Popular, que é um espaço público, mas está cedido a associação por comodato.

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