AGRONEGÓCIO
adoção do autoembargo foi fundamental para evitar riscos com Newcastle
. . . . . . . . . . . . . . . 22 de July de 2024
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O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, defendeu a decisão do governo brasileiro de adotar autoembargos para mais de 40 mercados diante da confirmação de um caso da doença de Newcastle em granja comercial de Anta Gorda (RS) na semana passada.
“A adoção do autoembargo foi fundamental para evitar riscos maiores. Se estourassem casos em outras regiões, poderia haver repercussão muito negativa”, disse.
O Ministério da Agricultura suspendeu de forma preventiva a exportação de produtos avícolas para 44 países, com diferentes raios de restrição adotados. Eles vão de dez quilômetros da área afastada, em Anta Gorda (RS), até todo o território brasileiro, a depender do mercado.
A medida atende aos requisitos acordados nos certificados sanitários internacionais com esses países, mas também compreende uma preocupação do ministério para passar tranquilidade aos países compradores da carne de frango do Brasil.
“Fechamos o mercado do Rio Grande do Sul para dar tranquilidade aos compradores”, afirmou Fávaro em entrevista coletiva após reunião do Conselho Superior do Agronegócio (Cosag) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) nesta segunda-feira.
O ministro explicou que o Brasil tem conversado com os principais mercados compradores da carne de frango do País e que há a expectativa de diminuir as áreas de restrição do autoembargo a partir dessas reuniões, com a apresentação do cenário atual e das medidas que estão sendo adotadas.
“Vamos começar a reduzir o círculo de restrição por Newcastle”, disse. “Estamos tratando diariamente com os principais mercados compradores de carne de frango”, acrescentou.

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Preços da soja sobem no Brasil e movimento nos portos aumenta
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1 hora ago
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22 de julho de 2024

O mercado físico de soja voltou a ter alta no Brasil. Apesar do recuo no dólar, a Bolsa de Chicago teve boa elevação. Os prêmios seguem firmes.
A movimentação nos portos foi mais agitada nesta segunda-feira (22). Com este cenário, os produtores estiveram mais dispostos a negociar.
Preços da soja no país
- Passo Fundo (RS): subiu de R$ 133 para R$ 134
- Região das Missões: aumentou de R$ 133 para R$ 133,50
- Porto de Rio Grande: avançou de R$ 139 para R$ 141
- Cascavel (PR): valorizou de R$ 130 para R$ 131
- Porto de Paranaguá (PR): cresceu de R$ 139 para R$ 141
- Rondonópolis (MT): subiu de R$ 127 para R$ 128,50
- Dourados (MS): foi de R$ 122,50 para R$ 125
- Rio Verde (GO): valorizou de R$ 124 para R$ 125
Bolsa de Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira em forte alta.
O dia foi de recuperação técnica, após as posições encerrarem a semana passada nos menores níveis em quatro anos. Um movimento de cobertura de posições vendidas assegurou a elevação.
Entre os fatores que ajudaram a sustentar a correção, destaque para a menor aversão ao risco no financeiro, com queda do dólar frente a outras moedas. A desistência de Joe Biden na corrida eleitoral norte-americana trouxe ao mercado o sentimento de uma disputa mais apertada dos democratas com Donald Trump.
O favoritismo de Trump traz dois receios ao mercado de commodities: o acirramento da guerra comercial com a China, principal compradora de soja do mundo, e o temor de maior déficit fiscal, resultado em juros mais elevados por mais tempo nos Estados Unidos.
Rumores de aquecimento na demanda chinesa e a previsão de temperaturas elevadas e chuvas menos volumosas nos Estados Unidos completaram o quadro favorável aos preços nesta segunda.
Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com alta de 20,50 centavo de dólar, ou 1,86%, a US$ 11,17 3/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 10,68 3/4 por bushel, com ganho de 32,75 centavos ou 3,16%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 11,90 ou 3,86% a US$ 319,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 44,85 centavos de dólar, com baixa de 0,88 centavo ou 2%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,64%, sendo negociado a R$ 5,5690 para venda e a R$ 5,5670 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5349 e a máxima de R$ 5,6100.
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Ano de La Niña requer cultivar de soja específica para o Sul do país
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3 horas ago
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22 de julho de 2024

Os produtores de soja do Sul podem ser considerados os mais resilientes do Brasil? É difícil cravar, já que, independente da região, são muitos os desafios que os agricultores se deparam a cada safra.
No entanto, não dá para negar que gaúchos, catarinenses e paranaenses têm enfrentado obstáculos cada vez maiores nos últimos anos, como estiagem, excesso de chuva, ciclones e alagamentos.
Desta vez, após um ano de El Niño que, teoricamente, beneficiaria a região, é a vez do La Niña dar as caras na safra 2024/25. O fenômeno é conhecido por levar precipitações em volumes baixos e irregulares aos estados situados no pé do mapa.
O consultor de Desenvolvimento de Produto da TMG, Fernando Arnuti, considera que os produtores terão que se atentar a dois pontos fundamentais na hora de instalar a lavoura: a escolha da cultivar de soja mais apropriada e o escalonamento da época de semeadura.
De acordo com ele, essas duas estratégias devem minimizar o risco de perda de produtividade da principal cultura agrícola do país.
Ciclo da soja
O primeiro critério a ser considerado na escolha de uma cultivar de soja é o grupo de maturação relativa (GMR), que representa a duração em dias do ciclo de desenvolvimento da soja.
Segundo Arnuti, no Sul do Brasil, consultores e agricultores podem escolher conforme as peculiaridades de cada região as cultivares de soja com GMR entre 4,9 e 6,7. “De modo geral, quanto maior for o GMR, maior será a duração do ciclo de desenvolvimento da cultivar”, esclarece.
O consultor comenta que cultivares com maior GMR são as mais apropriadas para anos de La Niña, pois apresentam maior duração na fase de desenvolvimento vegetativo, o que possibilita reduzir o risco de ocorrência de déficit hídrico durante o enchimento de grãos.
Escalonamento de semeadura

O segundo critério a ser considerado pelo agricultor é o escalonamento da época de semeadura. Essa iniciativa tem o objetivo de modificar o ambiente de desenvolvimento da soja durante a estação de cultivo.
De acordo com Arnuti, “ao escalonar a época de semeadura, o agricultor reduz a probabilidade de condições climáticas adversas nas duas principais fases de desenvolvimento da soja que são a germinação/emergência e floração/enchimento de grãos”.
Quanto à escolha da melhor cultivar, o consultor afirma que deve ser feita conforme o histórico da área/talhão a ser plantado. “Cada lavoura possui características químicas, físicas e biológicas únicas. Nesse cenário, a escolha da cultivar de soja baseada no relato de outros agricultores nem sempre é uma estratégia lucrativa”.
Assim, o recomendável é que se escolha cultivares de soja conforme o tipo do solo, o nível da fertilidade, a ocorrência de pragas/doenças e a média de produtividade.
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produtividade em junho no Centro-Sul registra queda de 1,5%, afirma CTC
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4 horas ago
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22 de julho de 2024

A produtividade dos canaviais colhidos no mês de junho no Centro-Sul (89,9 t/ha) foi 1,5% inferior em comparação com igual período do ano passado (91,2 t/ha). Isso é o que mostram os dados do Boletim de Olho na Safra, divulgado nesta segunda-feira (22), pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC). No acumulado da safra 2024/25 (abril a junho), a produtividade também se mantém próxima à observada no ciclo anterior, com variação de aproximadamente -2,5% (89,7 t/ha nesta safra, ante 92 t/ha em 2023/24).
“Embora a safra de cana 2024/25 no Centro-Sul venha se mostrando similar em produtividade quando comparada a 2023/2024, a falta de chuvas preocupa produtores em diversas regiões”, pondera o CTC, em comunicado.
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Segundo o boletim, os canaviais que serão colhidos em ciclo médio/tardio deverão sofrer um maior impacto por causa do elevado déficit hídrico acumulado.
Já a qualidade da matéria prima (ATR) colhida no mês de junho foi superior em praticamente todas as regiões, com exceção das regiões de Assis e dos Estados Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. No acumulado dos três meses de safra, o resultado é bastante similar – aumento da qualidade da matéria prima em praticamente todos os Estados (125,0 kg/tc em 2023/24 para 125,7 kg/tc nesta safra), condição esperada, considerando que o clima mais seco propicia o acúmulo de sacarose pela cultura.
Agro MT
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