AGRONEGÓCIO
Preços da soja sobem no Brasil e movimento nos portos aumenta
. . . . . . . . . . . . . . . 22 de July de 2024
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2 minutos ago
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O mercado físico de soja voltou a ter alta no Brasil. Apesar do recuo no dólar, a Bolsa de Chicago teve boa elevação. Os prêmios seguem firmes.
A movimentação nos portos foi mais agitada nesta segunda-feira (22). Com este cenário, os produtores estiveram mais dispostos a negociar.
Preços da soja no país
- Passo Fundo (RS): subiu de R$ 133 para R$ 134
- Região das Missões: aumentou de R$ 133 para R$ 133,50
- Porto de Rio Grande: avançou de R$ 139 para R$ 141
- Cascavel (PR): valorizou de R$ 130 para R$ 131
- Porto de Paranaguá (PR): cresceu de R$ 139 para R$ 141
- Rondonópolis (MT): subiu de R$ 127 para R$ 128,50
- Dourados (MS): foi de R$ 122,50 para R$ 125
- Rio Verde (GO): valorizou de R$ 124 para R$ 125
Bolsa de Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira em forte alta.
O dia foi de recuperação técnica, após as posições encerrarem a semana passada nos menores níveis em quatro anos. Um movimento de cobertura de posições vendidas assegurou a elevação.
Entre os fatores que ajudaram a sustentar a correção, destaque para a menor aversão ao risco no financeiro, com queda do dólar frente a outras moedas. A desistência de Joe Biden na corrida eleitoral norte-americana trouxe ao mercado o sentimento de uma disputa mais apertada dos democratas com Donald Trump.
O favoritismo de Trump traz dois receios ao mercado de commodities: o acirramento da guerra comercial com a China, principal compradora de soja do mundo, e o temor de maior déficit fiscal, resultado em juros mais elevados por mais tempo nos Estados Unidos.
Rumores de aquecimento na demanda chinesa e a previsão de temperaturas elevadas e chuvas menos volumosas nos Estados Unidos completaram o quadro favorável aos preços nesta segunda.
Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com alta de 20,50 centavo de dólar, ou 1,86%, a US$ 11,17 3/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 10,68 3/4 por bushel, com ganho de 32,75 centavos ou 3,16%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 11,90 ou 3,86% a US$ 319,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 44,85 centavos de dólar, com baixa de 0,88 centavo ou 2%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,64%, sendo negociado a R$ 5,5690 para venda e a R$ 5,5670 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5349 e a máxima de R$ 5,6100.

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Ano de La Niña requer cultivar de soja específica para o Sul do país
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2 horas ago
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22 de julho de 2024

Os produtores de soja do Sul podem ser considerados os mais resilientes do Brasil? É difícil cravar, já que, independente da região, são muitos os desafios que os agricultores se deparam a cada safra.
No entanto, não dá para negar que gaúchos, catarinenses e paranaenses têm enfrentado obstáculos cada vez maiores nos últimos anos, como estiagem, excesso de chuva, ciclones e alagamentos.
Desta vez, após um ano de El Niño que, teoricamente, beneficiaria a região, é a vez do La Niña dar as caras na safra 2024/25. O fenômeno é conhecido por levar precipitações em volumes baixos e irregulares aos estados situados no pé do mapa.
O consultor de Desenvolvimento de Produto da TMG, Fernando Arnuti, considera que os produtores terão que se atentar a dois pontos fundamentais na hora de instalar a lavoura: a escolha da cultivar de soja mais apropriada e o escalonamento da época de semeadura.
De acordo com ele, essas duas estratégias devem minimizar o risco de perda de produtividade da principal cultura agrícola do país.
Ciclo da soja
O primeiro critério a ser considerado na escolha de uma cultivar de soja é o grupo de maturação relativa (GMR), que representa a duração em dias do ciclo de desenvolvimento da soja.
Segundo Arnuti, no Sul do Brasil, consultores e agricultores podem escolher conforme as peculiaridades de cada região as cultivares de soja com GMR entre 4,9 e 6,7. “De modo geral, quanto maior for o GMR, maior será a duração do ciclo de desenvolvimento da cultivar”, esclarece.
O consultor comenta que cultivares com maior GMR são as mais apropriadas para anos de La Niña, pois apresentam maior duração na fase de desenvolvimento vegetativo, o que possibilita reduzir o risco de ocorrência de déficit hídrico durante o enchimento de grãos.
Escalonamento de semeadura

O segundo critério a ser considerado pelo agricultor é o escalonamento da época de semeadura. Essa iniciativa tem o objetivo de modificar o ambiente de desenvolvimento da soja durante a estação de cultivo.
De acordo com Arnuti, “ao escalonar a época de semeadura, o agricultor reduz a probabilidade de condições climáticas adversas nas duas principais fases de desenvolvimento da soja que são a germinação/emergência e floração/enchimento de grãos”.
Quanto à escolha da melhor cultivar, o consultor afirma que deve ser feita conforme o histórico da área/talhão a ser plantado. “Cada lavoura possui características químicas, físicas e biológicas únicas. Nesse cenário, a escolha da cultivar de soja baseada no relato de outros agricultores nem sempre é uma estratégia lucrativa”.
Assim, o recomendável é que se escolha cultivares de soja conforme o tipo do solo, o nível da fertilidade, a ocorrência de pragas/doenças e a média de produtividade.
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produtividade em junho no Centro-Sul registra queda de 1,5%, afirma CTC
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2 horas ago
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22 de julho de 2024

A produtividade dos canaviais colhidos no mês de junho no Centro-Sul (89,9 t/ha) foi 1,5% inferior em comparação com igual período do ano passado (91,2 t/ha). Isso é o que mostram os dados do Boletim de Olho na Safra, divulgado nesta segunda-feira (22), pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC). No acumulado da safra 2024/25 (abril a junho), a produtividade também se mantém próxima à observada no ciclo anterior, com variação de aproximadamente -2,5% (89,7 t/ha nesta safra, ante 92 t/ha em 2023/24).
“Embora a safra de cana 2024/25 no Centro-Sul venha se mostrando similar em produtividade quando comparada a 2023/2024, a falta de chuvas preocupa produtores em diversas regiões”, pondera o CTC, em comunicado.
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Segundo o boletim, os canaviais que serão colhidos em ciclo médio/tardio deverão sofrer um maior impacto por causa do elevado déficit hídrico acumulado.
Já a qualidade da matéria prima (ATR) colhida no mês de junho foi superior em praticamente todas as regiões, com exceção das regiões de Assis e dos Estados Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. No acumulado dos três meses de safra, o resultado é bastante similar – aumento da qualidade da matéria prima em praticamente todos os Estados (125,0 kg/tc em 2023/24 para 125,7 kg/tc nesta safra), condição esperada, considerando que o clima mais seco propicia o acúmulo de sacarose pela cultura.
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O que o mercado da soja reserva para esta semana; veja análise
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4 horas ago
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22 de julho de 2024

O que aconteceu de importante no mercado da soja na última semana e o que esperar para os próximos dias. Essa é a análise que a plataforma Grão Direto se propõe a fazer. Acompanhe:
- Semana de queda em Chicago: o mercado seguiu pressionado pelas perspectivas de uma oferta grande de soja nos Estados Unidos, com expectativa de produção superior a 120 milhões de toneladas.
- Esmagamento em alta: o Nopa atualizou os números de esmagamento de soja dos Estados Unidos em junho, trazendo valores recordes para o mês, mas ficando abaixo do esperado.
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Em Chicago, o contrato de soja para agosto de 2024 despencou a U$10,96 o bushel (-0,63%). “Porém, no mercado físico brasileiro, tivemos movimentos mistos, com tendência à estabilidade. Isso porque o dólar subiu cerca de 3,13%, atingindo R$ 5,60, dando contrapeso à queda da bolsa”, lembra a Grão Direto.
O contrato com vencimento em março de 2025 também fechou pessimista e recuou 2,84%, a U$10,61 o bushel.
O que o mercado da soja reserva?

- Exportações brasileiras: as vendas da soja brasileira para mercados internacionais continuam aquecidas. As projeções apontam que o Brasil poderá superar o mesmo período do ano passado, ultrapassando 10 milhões de toneladas. Isso pode levar o país a atingir mais um recorde de exportação mensal, mantendo também o maior volume embarcado de janeiro a julho da história. A janela de exportação estendida tem trazido boas oportunidades para os produtores brasileiros com o aumento dos prêmios, que somado à valorização do dólar, vem amenizando a queda de Chicago. A partir de agosto, a soja norte-americana tende a ficar mais competitiva, podendo amenizar esse ritmo aquecido brasileiro.
- Reflexo em Chicago: as cotações de Chicago, de certa forma, já precificaram a boa safra norte-americana, visto o panorama atual de preços que o mercado vem trabalhando. Os preços romperam os US$ 11,00 e US$10,50 e agora podem superar o suporte de US$ 10,30 por bushel. “Este é um ponto significativo, considerando os últimos testes na série histórica da soja cotada em Chicago. Caso o preço se mantenha acima de US$ 10,40, poderá haver um alívio nas quedas. No entanto, é necessário algum fundamento para sustentar esse preço, o que ainda não está presente no radar”, afirmam os analistas da plataforma.
- Comercialização da safra 24/25: o mês de julho tem sido marcado por movimentações significativas de comercialização de soja da safra 24/25. De acordo com a Inteligência de Mercado da Grão Direto, no início do mês de julho o produtor aproveitou boas oportunidades proporcionadas pelo dólar e pelos prêmios para participar mais ativamente da comercialização de seus grãos, diluindo o risco de novas quedas nas cotações.
Assim, considerando os fatores apresentados, é provável que a semana seja marcada por movimentos positivos das cotações de soja em Chicago nesta semana, o que pode ser refletido nas cotações brasileiras.
Agro MT
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