AGRONEGÓCIO

Industrialização da soja deve receber R$ 5,76 bilhões em investimentos

Publicado em

industrializacao-da-soja-deve-receber-r$-5,76-bilhoes-em-investimentos

. . . . . . . . . . . . . . . 24 de September de 2024

Business

Published

6 minutos ago

on

As indústrias de óleo de soja no Brasil vão investir R$ 5,76 bilhões nos próximos 12 meses para expandir e construir novas plantas industriais, de acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).

Apesar de uma ligeira queda em relação aos R$ 6 bilhões investidos no último ano, os novos aportes buscam ampliar a capacidade produtiva e atender à demanda crescente por biodiesel e farelo de soja para rações animais, além de se preparar para uma possível safra recorde no ciclo 2024/25.

Nos últimos 12 meses, a capacidade instalada das indústrias de soja cresceu 4,5%, passando para 72,3 milhões de toneladas por ano. A expectativa é que, com a construção de cinco novas plantas e a ampliação de outras cinco, a capacidade de processamento aumente para 238,4 mil toneladas por dia, resultando em 78,7 milhões de toneladas por ano, um acréscimo de 8,8%.

Esse crescimento tem como pano de fundo o aumento na produção de biodiesel, com estimativas da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio) apontando que a produção do biocombustível pode alcançar 10,1 bilhões de litros em 2025. No mesmo ano, a mistura obrigatória de biodiesel no diesel passará de 14% para 15%, impulsionando ainda mais a demanda.

Entre os projetos de expansão, estão a instalação de novas plantas em estados como Goiás e Paraná, e a ampliação de unidades já existentes em locais como Ipameri (GO) e Maringá (PR). A Abiove destaca que, embora o volume de investimentos seja um pouco menor do que no último ano, o valor é significativamente superior ao registrado no triênio de 2020 a 2022, quando os aportes somaram R$ 2,5 bilhões.

Fonte: Pensar Agro

Business

Projeto de lei propõe novas regras para criação de assentamentos rurais no Brasil

Published

47 minutos ago

on

24 de setembro de 2024

A deputada federal Rubia Fernanda Diniz Robson Santos de Siqueira, conhecida como Coronel Fernanda, apresentou um projeto de lei que visa reformular as diretrizes para a criação de novos assentamentos rurais no Brasil. Entre os principais pontos do PL 3558/2024, está a exigência de que 80% dos assentamentos estaduais e 90% dos municipais estejam ocupados de forma regular por pelo menos dois anos antes que novos assentamentos possam ser criados. Além disso, 70% dos lotes existentes deverão ser produtivos.

O objetivo do projeto, segundo a deputada, é garantir maior eficiência no programa de reforma agrária, evitando que terras sejam usadas para fins políticos. “A reforma agrária é um assunto muito sério para virar balcão de negócios. Precisamos de uma solução definitiva que beneficie quem realmente precisa”, afirmou Rubia.

A proposta também busca aumentar a transparência no processo, exigindo que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) publique, anualmente, os índices de ocupação e produtividade dos assentamentos. A parlamentar argumenta que, além de regularizar áreas já existentes, o projeto visa promover melhorias na infraestrutura, assistência técnica e crédito rural, garantindo melhores condições de vida aos trabalhadores do campo.

Imagem: assessoria

AVANÇO – Para o Presidente da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de Mato Grosso (FeagroMT) e do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, a proposta representa um avanço para a solução de um problema que leva insegurança jurídica ao campo.

“O projeto de lei apresentado pela deputada Coronel Fernanda representa um avanço significativo para a reforma agrária no Brasil. Ao estabelecer critérios mais rígidos para a criação de novos assentamentos, como a regularização e produtividade dos já existentes, estamos dando um passo importante para garantir que as terras sejam utilizadas de forma mais eficiente e que os verdadeiros beneficiários tenham melhores condições de vida. A transparência exigida na publicação dos índices de ocupação e produtividade será fundamental para um acompanhamento mais responsável”, afirmou Rezende.

Leia Também:  Presidentes da FPA e do Instituto do Agronegócio analisam Plano Safra 2023/2024

Rezende também destacou a importância do planejamento na criação de novos assentamentos: “É preciso assegurar que a infraestrutura e os recursos estejam disponíveis para que esses assentamentos prosperem. A proposta de melhorar a assistência técnica e o crédito rural é essencial para promover o desenvolvimento agrícola e evitar que as terras fiquem improdutivas. Este projeto tem o potencial de transformar o cenário da reforma agrária no país, garantindo que ela atenda quem realmente precisa e promove o desenvolvimento sustentável”, completou.

Fonte: Pensar Agro

Business

Agronegócio exportou R$ 918,61 bilhões em 12 meses

Published

1 hora ago

on

24 de setembro de 2024

O agronegócio brasileiro exportou, entre setembro de 2023 e agosto de 2024, R$ 918,61 bilhões em produtos do agronegócio, registrando um aumento de 1,6% em relação aos R$ 904,08 bilhões exportados nos 12 meses anteriores.

Só em agosto foram R$ 78,34 bilhões, com cinco setores se destacando nas vendas externas: complexo soja (31,6% de participação), carnes (15,3%), complexo sucroalcooleiro (13,5%), cereais, farinhas e preparações (9,1%), e produtos florestais (9,0%).

Esses segmentos representaram 78,6% das exportações do setor, totalizando R$ 61,57 bilhões. Em comparação com agosto de 2023, as exportações desses cinco setores somaram R$ 72,47 bilhões, ou 83,8% do total.

Segundo o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Roberto Perosa, o crescimento das exportações do agronegócio brasileiro se deve ao incentivo do Governo Federal. “O Brasil tem se destacado no cenário internacional graças ao retorno das boas relações comerciais do governo brasileiro com o mundo. Produtos de qualidade e o rigoroso controle sanitário têm sido o nosso diferencial”, afirmou.

O complexo soja foi o principal setor exportador em agosto de 2024, com R$ 24,77 bilhões em vendas. A China, maior importadora de soja brasileira, comprou 73,7% do volume exportado, ou 5,9 milhões de toneladas. No setor de carnes, as vendas subiram para R$ 12,03 bilhões, um aumento de 5,6% em relação ao ano anterior, com destaque para as exportações recordes de carne bovina, que somaram 245,36 mil toneladas (+15,7%).

As exportações de carne suína também tiveram alta de 9,2%, totalizando R$ 1,52 bilhão. O aumento ocorreu principalmente devido ao maior volume exportado para países como Filipinas, Japão, Chile e Singapura.

No setor de açúcar, o Brasil, maior produtor e exportador mundial, teve produção recorde, com 46 milhões de toneladas estimadas para 2024/2025. Em agosto, as exportações atingiram 3,92 milhões de toneladas, equivalentes a R$ 9,92 bilhões.

Fonte: Pensar Agro

Business

Produtores em Sorriso reivindicam mais atenção à logística ao futuro prefeito

Published

5 horas ago

on

24 de setembro de 2024

Às vésperas das eleições municipais no próximo dia 6 de outubro, agricultores de Sorriso cobram melhorias logísticas nas estradas vicinais, consideradas precárias e que colocam em risco a vida de motoristas e o escoamento da produção que sai das fazendas. Maior produtor individual de soja e milho do mundo, o município é o que mais contribui com a arrecadação do Fethab.

O município, localizado no médio-norte de Mato Grosso, é constituído em sua maioria por migrantes da região sul do país. Ele se destaca como “Capital Nacional do Agronegócio” e é responsável por cerca de 17% da produção da oleaginosa no estado e ocupa a liderança nacional na produção de milho segunda safra.

O consultor agronômico Helton Vitali pontua que quando se pensa nas duas safras, junto com a tecnologia, as enxergam “casadas”.

“A gente tem o planejamento de todo o operacional das duas safras, então tem que estar tudo planejado como a maioria dos nossos clientes na região. Nos preparamos para plantar bem a primeira, colher bem e fazer uma segunda safra maravilhosa”, comenta ao Canal Rural Mato Grosso.

Leia Também:  ETANOL/CEPEA: Indicador do hidratado volta a avançar em SP
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Tecnologia aliada do produtor

Os potenciais de Sorriso são diversos. O município é o terceiro colocado no ranking das maiores economias agrícolas do país, tendo no agronegócio a sua principal fonte de renda.

O município, inclusive, está pronto para iniciar uma nova temporada de safras com boas perspectivas de produtividade. A programação, após a colheita da soja, é ocupar a mesma área com milho na segunda safra. Transição que demanda agilidade no processo para garantir uma janela considerada ideal para o cereal. E, para isso, os agricultores têm um forte aliado no parque de maquinários modernos, equipados com alta tecnologia.

“É o que fez alavancar os grandes plantios de lavoura, porque facilita. As máquinas fazem tudo sozinhas. O patrão sabe o que está acontecendo, o agrônomo sabe o que está acontecendo, então tem que ser programadinho”, frisa o agricultor Irineu Marcolin.

sorriso eleições foto pedro silvestre canal rural mato grosso3
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Produção em alta, logística precária

Se da porteira para dentro o alto investimento em tecnologia de ponta garante agilidade e mais eficiência no cultivo da safra ao produtor, do lado de fora o escoamento da produção ainda patina pela falta de logística, causando prejuízos e um desequilíbrio negativo em relação à rentabilidade da propriedade.

Conforme Irineu Marcolin, há 40 dias atrás os produtores tiveram que se reunir para arrumar uma estrada, pois as condições da mesma estavam precárias. Além disso, uma colheitadeira chegou a cair dentro de um rio pelas péssimas condições de um bueiro.

“A prefeitura não arrumava e aí conseguimos arrumar. Não acha freteiro, porque ele chega aqui para puxar uma carga e pega um estradão cheio de buraco, pedra, panela. Tem ainda ponte de madeira e não arruma. Não cascalha as estradas. Se chover os caminhões ficam parados e temos que ir lá puxar com trator”.

O presidente do Sindicato Rural de Sorriso, Sadi Beledelli, frisa que um município como Sorriso, que possui a maior produção de soja e milho do país, “não pode andar em pontes de madeira ainda”.

sorriso eleições foto pedro silvestre canal rural mato grosso1
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

“Eu acho que temos que transformar essas pontes em pontes de concreto. De alvenaria para dar essa trafegabilidade com maior segurança aos produtores rurais. Outro fator importante, também, é manter as estradas em boas condições, porque temos ônibus escolares que transitam nessas estradas todos os dias levando as nossas crianças, as crianças dos nossos funcionários, nossos colaboradores para as escolas”, salienta ao Canal Rural Mato Grosso.

Sorriso detém a quinta maior população do estado com quase 121 mil habitantes. Três coligações se lançaram para as eleições municipais de 2024. A expectativa do setor produtivo é que o novo chefe do poder executivo eleito dê uma atenção especial para as reivindicações do campo.

O presidente do Sindicato Rural, Sadi Beledelli, lembra que o município é o que mais contribui com a arrecadação do Fethab no estado, por ser o maior produtor,

“O valor arrecadado em 2023 foi acima de R$ 310 milhões. Então, é o município de Mato Grosso que mais arrecada esse tributo. Esperamos que o governo do estado faça uma parceria com a prefeitura, com os produtores rurais no Projeto Agro Estradas para nós asfaltarmos cada vez mais estradas vicinais aqui. Tem que dar esse retorno”.

Além do retorno para o campo, segundo Beledelli, também é cobrado que o futuro gestor leve melhorias para o município em relação a “viabilidade urbana, moradia e segurança. É importante o legislativo cumprir o seu papel, fiscalizar, fazer leis municipais que venham de acordo com as demandas não só da classe produtora, mas da cidade como um todo”.


Clique aqui, entre em nossa comunidade no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.

Agro MT

Anúncio [the_ad_group id="28079"]

MAIS LIDAS DA SEMANA