POLÍCIA

Assassino de advogado foi flagrado em MT 14 minutos após crime; vídeo

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Uma foto registrada por uma câmera de segurança na Avenida Couto Magalhães, próximo ao Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, ajudou a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) a calcular a altura do assassino do advogado Renato Gomes Nery, morto aos 72 anos em julho deste ano em Cuiabá. O crime completou três meses em outubro e segue sendo um mistério para as forças de segurança de Mato Grosso.

A imagem capturada 14 minutos após o crime foi examinada por peritos da Politec e a altura do suspeito foi calculada. Agora a fotogrametria (técnica utilizada para coletar e analisar evidências de um crime por meio de imagens fotográficas e de vídeo) irá auxiliar a Polícia Judiciária Civil (PJC) a capturar o assassino do advogado que até o momento segue não identificado e foragido.

Renato Nery foi baleado na cabeça no dia 5 de julho em seu escritório em plena luz do dia na frente de seu escritório localizado na Avenida Fernando Côrrea, em Cuiabá. Ele chegou a ser socorrido e levado a um hospitar particular, mas não resistiu e morreu na madrugada do dia 6.

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Desde então uma verdadeira caçada contra o criminoso se iniciou. Imagens de uma câmera de segurança mostram o momento em que Renato caminha até a porta do escritório e, em seguida, é atingido por disparos de arma de fogo e cai no chão.

Os suspeitos dos disparos não foram localizados. O celular de Renato também foi apreendido.

Ele tinha uma atuação intensa em disputas bilionárias por terras no Estado.

BRIGA POR TERRA

Antes de morrer, Nery fez uma representação junto à Ordem dos Advogados do Brasil -Seccional Mato Grosso (OAB-MT), pedindo a investigação de um colega de profissão, o também jurista Antônio João de Carvalho Júnior. No documento, ele citava uma disputa judicial referente a propriedade rural de mais de 12 mil hectares, que tramita há 40 anos, e também lembra a execução do também advogado Roberto Zampieri, ocorrida em dezembro de 2023, em circunstâncias semelhantes.

Na denúncia, Renato Nery cita dezenas de pessoas de fazerem parte de um complô para tomar área na cidade de Novo São Joaquim. São destacados nomes de desembargadores, juízes, advogados, filhos de magistrados, empresários do agronegócio, além de um ex-secretário da Casa Civil no Governo de Mato Grosso que hoje atua como advogado em Brasília (DF).

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O documento, de 26 páginas, foi encaminhado para a presidente da OAB-MT, Gisela Alves Cardoso, três semanas antes do assassinato. Na representação, Renato Gomes Nery explica que foi contratado para atuar no caso em outubro de 1988, quando o processo tramitava em Barra do Garças. Na petição, Nery aponta ainda que Antônio João de Carvalho Junior seria proprietário de um “escritório do crime”, com a participação de outros juristas.

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