AGRONEGÓCIO

Manifestantes do MST são retirados de fazendas invadidas no RS

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. . . . . . . . . . . . . . . 4 de December de 2024

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Manifestantes do Movimento Sem Terra (MST) foram retirados de duas propriedades rurais no município de Pedras Altas, no Rio Grande do Sul, que haviam sido invadidas pelo grupo na manhã desta terça-feira (3).

Segundo a Secretaria de Segurança Pública do estado, a reintegração de posse ocorreu de forma pacífica. “Não haviam argumentos para a invasão já que ambas propriedades são produtivas”, disse o órgão, que atendeu a ordem do governo gaúcho.

Uma das áreas que haviam sido ocupadas pelo MST pertence à Cabanha Santa Angélica e foi fundada em 1870. A fazenda tem tradição na criação de cavalo crioulo, bovinos hereford e braford, ovinos homney marsh e gado leiteiro.

A segunda propriedade invadida pelo movimento, de acordo com informações de produtores locais, foi a a Fazenda Nova, produtora de grãos e gado de corte, na divisa de Hulha Negra com Pedras Altas.

As duas ações do MST fazem parte do chamado Natal com Terra e pedem agilidade na Reforma Agrária.

Policiais atuam na reintegração

Em nota, a Brigada Militar afirmou que atuou como mediadora na operação de desocupação. “O efetivo do 5° Batalhão de Polícia de Choque (5º BPChq), de Pelotas, foi deslocado para a manutenção da ordem e reintegração de posse”.

Além da unidade especializada, também atuaram policiais militares do Comando Regional de Policiamento Ostensivo da Fronteira Oeste, por meio do 6º Regimento de Polícia Montada (6º RPMon) e policiais do efetivo de Pedras Altas atuaram em apoio operacional. A Polícia Civil também foi deslocada para as propriedades para identificar elementos que auxiliem na investigação.

Além disso, em Porto Alegre, o 9º Batalhão de Polícia Militar (9º BPM) acompanha manifestação em frente ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), onde um grupo de cerca de 200 manifestantes do MST está “em vigília”.

“Até o momento, a atuação dos manifestantes é pacifica, sem a necessidade de interferência policial”, diz a Brigada Militar, em nota.

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Veja os preços da soja em dia de bons negócios

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3 horas ago

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3 de dezembro de 2024

O mercado brasileiro de soja teve bons negócios nesta terça-feira (3), principalmente nos portos. Os volumes foram pouco expressivos em função da pouca disponibilidade. Os preços demonstraram firmeza nos portos, com quase todos os pagamentos a partir de janeiro. Algumas praças tiveram ajuste negativo pontual. Além disso, a Bolsa de Chicago teve boas movimentações altistas, contribuindo para o movimento no Brasil.

Cotações da soja

  • Passo Fundo (RS): preço subiu de R$ 135,00 para R$ 139,00
  • Região das Missões (RS): preço subiu de R$ 134,00 para R$ 138,00
  • Porto de Rio Grande (RS): preço subiu de R$ 145,00 para R$ 147,00
  • Cascavel (PR): preço subiu de R$ 139,00 para R$ 142,00
  • Porto de Paranaguá (PR): preço subiu de R$ 146,00 para R$ 148,00
  • Rondonópolis (MT): preço caiu de R$ 144,00 para R$ 143,00
  • Dourados (MS): preço aumentou de R$ 135,00 para R$ 138,00
  • Rio Verde (GO): preço se manteve em R$ 140,00
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Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços mais altos. Movimentos técnicos determinaram a reação, em meio a um cenário fundamental baixista.

Dados recentes de boa demanda pelo produto americano, tanto na exportação como no esmagamento, e o bom desempenho dos óleos vegetais, principalmente o óleo de palma na Malásia, ajudaram no movimento de recuperação. Os ganhos, no entanto, seguem limitados pela expectativa favorável para a safra sul-americana.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com alta de 6,50 centavos de dólar, ou 0,65%, a US$ 9,91 3/4 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 9,97 1/4 por bushel, com ganho de 6,25 centavos, ou 0,63%.

Nos subprodutos, a posição janeiro do farelo fechou com alta de US$ 2,50 ou 0,86% a US$ 290,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em janeiro fecharam a 42,14 centavos de dólar, com alta de 0,72 centavo ou 1,73%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,09%, negociado a R$ 6,0608 para venda e a R$ 6,0588 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 6,0319 e a máxima de R$ 6,0954.

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Lula assina decreto para criar Programa Nacional de Pesquisa e Inovação da Agricultura Familiar

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4 horas ago

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3 de dezembro de 2024

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assinou nesta terça-feira (3), decreto para criação do Programa Nacional de Pesquisa e Inovação para Agricultura Familiar e Agroecologia (PNPIAF) em cerimônia no Palácio do Planalto.

O programa será destinado à promoção de ações de pesquisa e inovação voltadas para a agricultura familiar, com foco na transição agroecológica, nos territórios, na preservação dos biomas e na sustentabilidade dos agroecossistemas.

O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Paulo Teixeira, afirmou que o convênio prevê o repasse de recursos para a Embrapa dedicar a pesquisas da agricultura familiar. “Para aumentarmos ainda mais a produção de alimentos”, disse.

Programa Mais Alimentos

Também na cerimônia, os ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), do Desenvolvimento Agrário (MDA) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) assinaram portaria que institui o Conselho Consultivo do Programa Mais Alimentos, com a participação de representantes do governo, de entidades da agricultura familiar.

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“No primeiro ano do Mais Alimentos, o investimento em mecanização cresceu R$ 10 bilhões, 33% em contratação. Neste primeiro quadrimestre de Plano Safra, o investimento em máquinas, tratores e implementos agrícolas e irrigação aumentou 30%”, destacou Teixeira.

“Queremos cumprir a meta de 66% de tecnificação da agricultura familiar em 2033 e de 35% de mecanização”, apontou, citando metas da Nova Indústria Brasil para a cadeia da agroindústria.

Ainda no evento, o Ministério da Agricultura e a Petrobras assinaram acordo para “fortalecer a produção e o desenvolvimento de fertilizantes e insumos” para nutrição vegetal.

O acordo prevê a ampliação e modernização de instalações fabris para produção nacional de fertilizantes; capacitação de profissionais; desenvolvimento de tecnologias avançadas; aprimoramento da infraestrutura e logística; transferência de tecnologia; além do desenvolvimento rural sustentável.

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Questão de vestibular associa agronegócio a trabalho escravo

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5 horas ago

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3 de dezembro de 2024

Uma questão do vestibular 2025 da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em São Paulo, polemizou neste fim de semana ao associar o agronegócio ao trabalho análogo à escravidão.

O exame apresentava a charge abaixo e pedia para que o aluno respondesse perguntas a respeito:

Foto: Reprodução

Para o comentarista do Canal Rural Miguel Daoud, o mal-estar gerado pelo incidente não é algo isolado na história recente do país. “O que está por trás disso é uma intenção que existe por parte do governo na formação da mentalidade da sociedade”.

Ele também chama a atenção para outras questões no mesmo vestibular, que afirmam que o Congresso Nacional é, majoritariamente, composto por homens brancos heterossexuais, empresários e ruralistas.

“O governo quer mudar a mentalidade das pessoas para poder se perpetuar no poder. […] questões como essa induzem pensamentos e o vestibular não é para isso”, destaca o comentarista.

Outro lado

Em resposta ao Canal Rural, a Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest) considera que a questão cobra interpretação de texto, sem qualquer inferência direta ou manifestação de concordância ou não com a charge.

E continua: “Os candidatos tinham que articular recursos linguísticos. A Comvest sabe que o setor do agronegócio é amplo e diverso. Sabemos de boas práticas e, infelizmente, também sabemos de práticas que desrespeitam normas e violam direitos, de acordo com Ministério Público do Trabalho. Todos nós nos empenhamos para que a sustentabilidade e os direitos básicos das pessoas sejam respeitadas. Esse é o perfil e comprometimento que esperamos de nossos candidatos”, finaliza a nota.

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