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Como foi a semana da soja? Veja a análise completa

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. . . . . . . . . . . . . . . 15 de December de 2024

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Nesta semana, o mercado da soja foi impactado pela divulgação de dois relatórios chave: o relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e a atualização da safra brasileira pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Ambos os relatórios trouxeram informações relevantes, mas com impactos neutros para o mercado, com poucas novidades.

Relatório do USDA

O USDA manteve suas previsões para a safra de soja dos EUA em 2024/25, que deve atingir 4,461 bilhões de bushels (121,4 milhões de toneladas). A produtividade foi estimada em 51,7 bushels por acre, sem mudanças em relação ao relatório anterior.

Os estoques finais da safra americana são projetados em 470 milhões de bushels (12,8 milhões de toneladas), praticamente inalterados em relação ao mês anterior.

Além disso, o USDA manteve suas previsões para o esmagamento (2,410 bilhões de bushels) e exportação (1,825 bilhão de bushels). A produção mundial de soja foi revista para 427,14 milhões de toneladas, ligeiramente acima da previsão de novembro, enquanto os estoques globais também foram ajustados para 131,9 milhões de toneladas.

Para a produção brasileira, a estimativa foi mantida em 153 milhões de toneladas para 2023/24 e ajustada para 169 milhões de toneladas em 2024/25. Para a Argentina, a produção de 2024/25 foi revista para 52 milhões de toneladas, um aumento de 1 milhão em relação à previsão anterior.

Relatório da Conab

A Conab trouxe uma projeção recorde para a produção de soja do Brasil em 2024/25, estimando 166,211 milhões de toneladas, um aumento de 12,5% em relação à safra anterior, que foi de 147,718 milhões de toneladas. Além disso, a área plantada deverá ser de 47,369 milhões de hectares, o que representa um crescimento de 2,6% em relação ao ano anterior.

A produtividade também está em alta, com uma expectativa de 3.509 quilos por hectare, um crescimento de 9,6% em relação ao rendimento da safra anterior, que foi de 3.201 quilos por hectare.

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Em MT, evento da colheita da soja abordará sustentabilidade

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1 hora ago

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14 de dezembro de 2024

A Abertura Nacional da Colheita da Soja safra 2024/25 acontecerá no dia 7 de fevereiro de 2025, na Fazenda Esperança, em Santa Carmem, região de Sinop (MT), às 9h30 (horário de Brasília). Para participar, basta acessar o link de inscrição.

O evento reunirá autoridades, produtores e representantes do setor agrícola para debater diferentes temas nos painéis, como sustentabilidade, biocombustíveis e o impacto da COP 30 no Brasil. A transmissão será realizada pelo Canal Rural.

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MT como palco do evento

A produção de soja no estado de Mato Grosso tem mostrado crescimento constante, com destaque para a produtividade. Ilson Redivo, vice-presidente da Aprosoja Mato Grosso na região norte, ressaltou a importância da soja para a economia local, gerando empregos, aquecendo o comércio e contribuindo significativamente para a arrecadação de impostos.

Entretanto, o setor ainda enfrenta desafios, com a logística sendo um dos principais gargalos. Luiz Pedro Bier, vice-presidente da Aprosoja MT, destacou a necessidade urgente de melhorias na infraestrutura, especialmente nas ferrovias, para reduzir os custos de transporte e aumentar a competitividade no mercado global.

Lucas Costa Beber, presidente da Aprosoja Mato Grosso, enfatizou a importância de mostrar as ações de sustentabilidade do setor para a sociedade. “É fundamental continuarmos proativos em questões como a Moratória da Soja e a Lei Antidesmatamento da União Europeia, pois a sustentabilidade é uma das principais barreiras que podem impactar o mercado dos nossos produtos”, concluiu Beber.

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CNA discute mercado de carbono e rastreabilidade de animais

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4 horas ago

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14 de dezembro de 2024

Nesta semana, a Comissão Nacional de Desenvolvimento da Região Norte da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu para discutir importantes temas relacionados ao mercado de carbono e à rastreabilidade individual de bovinos e bubalinos. O encontro abordou o Projeto de Lei 182/2024, que regulamenta o mercado de carbono no Brasil e aguarda sanção presidencial.

Nelson Ananias Filho, coordenador de Sustentabilidade da CNA, foi responsável por detalhar o funcionamento do novo mercado de comercialização de emissões no Brasil. Ele explicou que o setor agropecuário estará fora do mercado regulado de carbono, ou seja, não será sujeito à taxação nem às obrigações do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE).

Ananias destacou que, apesar da aprovação do mercado de carbono ser um avanço, ainda há muito trabalho a ser feito para que este se torne uma fonte de renda adicional para o produtor rural. A regulamentação completa será um processo gradual e deverá se concretizar ao longo de 2025, com a continuidade das discussões na COP30.

Além do mercado de carbono

Além da pauta sobre o mercado de carbono, a comissão também discutiu os avanços na rastreabilidade individual de bovinos e bubalinos no Brasil. Rafael Filho, assessor técnico de bovinocultura de corte da CNA, apresentou um panorama sobre a evolução dessa questão, desde a criação do Grupo de Trabalho de Rastreabilidade da CNA, em 2022, até o envio das propostas ao Ministério da Agricultura (Mapa). O assessor destacou o trabalho conjunto realizado com o Mapa para qualificar a rastreabilidade individual de animais.

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Ele explicou que, a partir das discussões do grupo de trabalho, foi elaborado um documento com diretrizes específicas para a rastreabilidade, o qual foi assinado pelas instituições participantes e encaminhado ao ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, para análise. A CNA tem cobrado e articulado a publicação de uma normativa que formalize as diretrizes acordadas, a fim de garantir a implementação eficaz do sistema de rastreabilidade no setor pecuário.

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Projeto que prevê aquisição de mais de 100 mil mudas de bananeiras é aprovado

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6 horas ago

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14 de dezembro de 2024

Com intuito de melhorar a produção, a viabilidade econômica e a sustentabilidade dos pequenos cultivos de cacau, abieiro (abil), bacurizeiros, castanha-do-brasil, murucizeiro, ramboteira (rambutão) e taperebazeiro, agricultores do Pará vão receber 110 mil mudas de bananeiras para sombreamento dessas espécies, essencial para o desenvolvimento das espécies em sistemas agroflorestais. O projeto “Dinamização da Cacauicultura Paraense com o Desenvolvimento de Fruteiras Perenes para Uso como Sombreadoras Definitivas em Sistemas Agroflorestais (SAFs)” foi apresentado pela Embrapa.

A Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca do Pará (Sedap) aprovou a ideia que visa fortalecer a cacauicultura paraense por meio da distribuição das mudas de bananeiras. A medida pode beneficiar cerca de mil produtores rurais, incentivando a ampliação de áreas de cultivo e contribuindo para a sustentabilidade do setor.

Frutíferas e sustentabilidade

A proposta busca disponibilizar cultivares de espécies frutíferas adaptadas aos sistemas integrados. O pesquisador da Embrapa Rafael Alves, que defendeu o projeto, destacou que a cultura cacaueira precisa de espécies selecionadas para o sombreamento definitivo em SAFs. A proposta inclui a instalação de vitrines tecnológicas e a promoção dessas cultivares como alternativas sustentáveis.

O projeto de fomento às mudas de bananeiras foi defendido pelo engenheiro agrônomo O gerente de fruticultura da Sedap, Geraldo Tavares, explicou que cada agricultor receberá 100 mudas, alcançando um total de mil produtores.

“Elas serão repassadas aos produtores de cacau em pequenas quantidades, para multiplicação, visando beneficiar o maior número possível de produtores na implantação de novas áreas no estado”, explicou Tavares. As variedades a serem distribuídas são BRS Terra-Anã e Pacoua.

Importância estratégica

Para o presidente do Condel do Funcacau, Giovanni Queiroz, os projetos aprovados são fundamentais para o fortalecimento da cacauicultura no Pará. Ele destacou que o plantio de banana é o primeiro passo em arranjos produtivos com sistemas agroflorestais de cacau devido ao seu papel no sombreamento inicial.

Queiroz também ressaltou a parceria com a Adepará para combater a monilíase, praga que poderia causar grandes prejuízos aos produtores. Com um orçamento de R$ 1,7 milhão para dois anos, a ação busca prevenir a entrada da doença no estado.

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