AGRONEGÓCIO
Soja sem negócios no Brasil? Confira o fechamento de mercado
. . . . . . . . . . . . . . . 20 de December de 2024
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3 horas ago
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O mercado brasileiro de soja não teve negócios reportados nesta quinta-feira, apesar de algumas oportunidades para a safra nova. Os produtores ficaram de fora, não aceitando os valores ofertados pelos compradores. A forte queda do dólar contribuiu para a retração dos vendedores. Os preços ficaram de estáveis a mais baixos.
- Passo Fundo (RS): preço se manteve em R$ 132,00
- Região das Missões (RS): preço se manteve em R$ 133,00
- Porto de Rio Grande (RS): preço se manteve em R$ 140,00
- Cascavel (PR): preço caiu de R$ 132,00 para R$ 131,00
- Porto de Paranaguá (PR): preço se manteve em R$ 137,00
- Rondonópolis (MT): preço caiu de R$ 123,00 para R$ 120,00
- Dourados (MS): preço caiu de R$ 132,00 para R$ 131,00
- Rio Verde (GO): preço se manteve em R$ 125,00
Os produtores estão cada vez mais reticentes em negociar, especialmente diante da recente valorização do dólar, que impactou diretamente a rentabilidade das transações. Embora houvesse algumas ofertas para a safra nova, a demanda ficou aquém das expectativas, resultando em uma paralisação nas transações.
Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços mais altos. Compras com base em fatores técnicos garantiram a recuperação, após quatro perdas seguidas, que colocaram as cotações nos menores níveis em quatro anos.
O cenário fundamental, no entanto, segue negativo, combinando a perspectiva de ampla oferta sul-americana e o enfraquecimento da demanda chinesa. Além disso, pesa a falta de incentivo do governo Trump ao biodiesel e a perspectiva de queda no ritmo de corte nas taxas de juros americanas, aumentando a aversão ao risco.
As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2024/25, com início em 1º de setembro, ficaram em 1.424.200 toneladas na semana encerrada em 5 de dezembro. Analistas esperavam exportações entre 825 mil e 2 milhões de toneladas.
Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com alta de 11,25 centavos de dólar ou 1,18% a US$ 9,63 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 9,66 1/2 por bushel, com ganho de 13,25 centavos, ou 1,38%.
Nos subprodutos, a posição janeiro do farelo fechou com alta de US$ 4,60 ou 1,64% a US$ 284,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em janeiro fecharam a 40,01 centavos de dólar, com alta de 0,46 centavo ou 1,16%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou em queda de 2,28%, sendo negociado a R$ 6,1243 para venda e a R$ 6,1223 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 6,1051 e a máxima de R$ 6,3011.
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Produtividade da cana recua 19% no Centro-Sul em novembro, aponta relatório
Published
4 horas ago
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19 de dezembro de 2024
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A produtividade agrícola da cana-de-açúcar na região Centro-Sul do Brasil caiu 19% em novembro passado, safra 2024/25 (abril de 2024 a março de 2025) na comparação com o igual mês da safra anterior, passando de 78,3 toneladas por hectare para 63,4 t/ha. Os dados são do boletim De Olho na Safra, divulgado pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC).
No acumulado da safra 2024/25, até novembro, a produtividade também retraiu, com média de 78,6 t/ha nesta temporada, ante 88,1 t/ha no ciclo passado, o que representa queda de 10,8%.
A qualidade da matéria-prima – Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) – também foi prejudicada. Em novembro, o indicador caiu para 123,3 kg/t de cana, frente aos 128,6 kg/t observados no igual período da safra passada, reflexo do retorno das chuvas no Centro-Sul.
No acumulado da safra, o ATR registra leve alta, com 137,3 kg/t, ante 136,0 kg/t do ciclo anterior.
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Novo crédito impulsiona a fruticultura paulista e fortalece o agronegócio
Published
5 horas ago
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19 de dezembro de 2024
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A Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) anunciou o lançamento da Linha de Crédito Fruticultura SP, do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP). A nova linha de crédito tem o valor disponibilizado de R$ 10 milhões. A liberação começa a partir de 2025, com taxa de 3% ao ano; 84 meses de prazo e 24 meses de carência.
A informação foi divulgada ontem (18), no Parque do Morango Duílio Maziero, na cidade de Jarinu. Segundo o governo paulista, para ter acesso ao crédito, o produtor deve buscar a Casa da Agricultura de seu município.
O secretário executivo de Agricultura e Abastecimento, Edson Fernandes, disse que a linha tem o objetivo de garantir mais uma frente de suporte à citricultura do estado. “A Secretaria de Agricultura já garante assistência técnica e extensão aos fruticultores de São Paulo, agora vamos buscar capitalizar essas pequenas propriedades para que possam, para além de sua importância regional, credenciarem para o mercado externo”, comenta o secretário executivo da Pasta.
São Paulo é líder nacional no segmento. Somente em 2023, segundo dados levantados do Instituto de Economia Agrícola (IEA – APTA), órgão ligado à SAA, foram cultivadas mais 14,5 milhões de toneladas. Sendo que do total produzido, os destaques são: laranja (10,6 milhões), limão (1,2 milhão), banana (1,12 milhão), abacate (192,16 mil) e caqui (84,23 mil).
A produção paulista de fruticultura também possui participação significativa no comércio exterior. Só o setor citrícola, por exemplo, conforme a Balança Comercial, exportou o equivalente a mais de US$ 2,65 bilhões, de janeiro a novembro.
“Estamos muito satisfeitos com este projeto que vai beneficiar bastante, principalmente o pequeno e médio produtor rural a manter e expandir as atividades da produção agrícola”, frisou o presidente da Associação de Produtores de Morango de Atibaia e Jarinu, Oswaldo Mazziero.
Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista
Apenas em 2024, o FEAP designou cerca de R$ 290 milhões em crédito rural, um recorde,, beneficiando diversas cadeias produtivas do agro paulista.
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detecção na soja e ações de controle
Published
5 horas ago
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19 de dezembro de 2024
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A ferrugem asiática da soja foi detectada em lavouras do estado de São Paulo no início da safra 2024/25, com registros de infecção em propriedades comerciais no Sudoeste Paulista, nas cidades de Itaberá e Itapetininga. A doença, causada por um fungo que se espalha pelo vento, é uma das maiores ameaças à soja no Brasil. Com o avanço do plantio, o risco de contágio tem aumentado.
As primeiras detecções de ferrugem ocorreram no final de novembro e início de dezembro, um período crítico para a doença, quando o nível de esporos no ar é alto, especialmente com cerca de 90% da área já plantada. A ferrugem causa desfolha precoce, comprometendo a formação dos grãos e a produtividade das lavouras.
Para controlar a disseminação do fungo, a Defesa Agropecuária Paulista publicou uma resolução com medidas para execução do Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática. Uma das principais ações é a intensificação do vazio sanitário, um período de no mínimo 90 dias, durante o qual não pode haver plantio ou manutenção de plantas vivas de soja para reduzir a população do fungo.
A resolução também exige que todos os produtores de soja no estado façam o cadastro obrigatório de suas áreas, facilitando o monitoramento contínuo e o controle do vazio sanitário. Exceções para o plantio fora do período, como para pesquisas e produção de sementes, também estão previstas.
A Embrapa Soja continua monitorando a evolução da doença e recomenda o uso de cultivares precoces, que reduzem o tempo de exposição ao fungo, além da aplicação de fungicidas. A plataforma Consórcio Antiferrugem disponibiliza informações em tempo real para ajudar os produtores.
Segundo a pesquisadora Claudia Godoy, da Embrapa Soja, a introdução de sistemas de cultivo com duas safras, como a soja-milho ou soja-algodão, tem sido uma alternativa eficaz no controle da ferrugem, devido ao mecanismo de escape proporcionado pelo vazio sanitário. Esse período sem semeadura reduz o inóculo do fungo, permitindo que as lavouras de soja sejam menos suscetíveis à doença.
O desenvolvimento de cultivares precoces, semeadas no final do vazio sanitário, tem sido uma estratégia importante para minimizar os impactos da ferrugem asiática, especialmente nas primeiras semeaduras. Além disso, a introdução de sistemas de cultivo com duas safras, como soja-milho ou soja-algodão, proporciona um mecanismo de escape durante o vazio sanitário, reduzindo a população do fungo e limitando seu avanço.
A ferrugem asiática pode causar perdas de até 100% nas lavouras, mas as ações de manejo, como o uso de cultivares resistentes, o monitoramento contínuo e o respeito ao vazio sanitário, são essenciais para mitigar os danos. O controle eficaz da doença exige a colaboração entre produtores, pesquisadores e órgãos de defesa agropecuária.
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