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Medidas de resiliência climática buscam minimizar impactos da seca e do calor recorde em 2024

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. . . . . . . . . . . . . . . 5 de January de 2025

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10 horas ago

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O ano de 2024 foi marcado por temperaturas recordes no Brasil, tornando-se o mais quente desde 1961, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Em São Paulo, o governo estadual investiu mais de R$ 1,6 bilhão em iniciativas para combater a seca e seus efeitos no campo, com medidas que incluem perfuração de poços, despoluição de rios e fortalecimento dos sistemas de irrigação.

Entre as ações, destaca-se o lançamento do Plano Estadual de Irrigação pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento. O objetivo é ampliar a área irrigada para 15% da área produtiva total do estado, que atualmente representa cerca de 6%. Foram liberados R$ 200 milhões em linhas de crédito para infraestrutura de irrigação, promovendo maior resiliência agrícola.

Perfuração de poços e reforço hídrico

A SP Águas, antiga DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica), realizou a perfuração de 127 poços profundos em 116 municípios desde o final de 2023. Com investimento de R$ 134 milhões, os poços aumentaram a vazão em 5,8 milhões de litros de água por hora, ajudando a mitigar o racionamento em áreas críticas.

Adicionalmente, foram iniciadas as obras de 13 novos poços em 11 municípios, além da construção de três piscinões em Franco da Rocha e a retomada de duas barragens na região de Campinas. Estas últimas beneficiarão cerca de 7 milhões de pessoas, com um investimento total de R$ 1,3 bilhão.

Despoluição de rios

O programa Rios Vivos foi responsável por retirar 1,3 milhão de metros cúbicos de sedimentos de 163 cursos d’água em mais de 100 cidades. Com investimentos de R$ 95,5 milhões, a iniciativa melhora a captação de água e reduz riscos de enchentes.

Em Bauru, cerca de 12 mil metros cúbicos de resíduos foram removidos do Rio Batalha em 60 dias, permitindo maior vazão para abastecimento público. Desde 2023, o governo estadual já destinou R$ 740 milhões para ações de desassoreamento, com projeção de superar R$ 1 bilhão até o final das obras.

Defesa Civil e combate a incêndios

A Defesa Civil de São Paulo distribuiu recursos para municípios afetados pela seca, como Barretos e Bauru, que receberam R$ 1 milhão cada para melhorias na gestão hídrica e ações de conscientização. A Operação São Paulo Sem Fogo investiu R$ 169,9 milhões no combate a incêndios em áreas rurais, incluindo equipamentos, monitoramento por satélite e ações preventivas.

Com investimentos robustos e iniciativas diversificadas, São Paulo busca enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas, promovendo segurança hídrica e sustentabilidade agrícola.

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Cenário global da soja aponta trajetória baixa para 2025

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4 horas ago

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4 de janeiro de 2025

Ao analisar o cenário global da soja para 2025, as tendências de preços, tanto no mercado futuro quanto no físico no Brasil, indicam uma trajetória predominantemente negativa. A projeção é do analista e consultor da Safras & Mercado, Rafael Silveira.

A safra americana se consolida como a segunda maior da história, com cerca de 121,7 milhões de toneladas de soja, o que resulta em estoques finais 37,4% superiores ao ano anterior, totalizando aproximadamente 12,79 milhões de toneladas. Apesar do aumento nas exportações e no esmagamento, os estoques permanecem em um nível confortável, conforme observa o analista.

Na América do Sul, o panorama também sugere uma produção expressiva, favorecida por condições climáticas neutras até o momento, especialmente no Brasil. Apesar de atrasos iniciais no plantio, o ritmo avançou significativamente, superando não apenas os atrasos em termos percentuais, mas atingindo níveis acima da média das últimas cinco safras”, relata o consultor. As condições atuais das lavouras brasileiras são bastante promissoras, com expectativa de altas produtividades em todo o país. “No entanto, será necessário aguardar o desempenho real durante a colheita, prevista para meados de fevereiro”, adverte.

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Na Argentina, o terceiro maior produtor de soja do mundo, as expectativas também são otimistas, com projeções de uma safra robusta de cerca de 55 milhões de toneladas, beneficiada por boas condições nas áreas de maior produtividade.

No cenário global, diversos fatores podem impactar o mercado. Apesar da ampla oferta projetada, que tende a pressionar os preços, eventos pontuais podem gerar volatilidade. “Entre eles, destacam-se as eleições americanas e o retorno de Donald Trump à presidência, que pode alterar a dinâmica comercial com a China, especialmente a partir do segundo semestre de 2025”, ressalta Silveira. Os chineses vêm adquirindo volumes significativos de soja dos EUA, antecipando possíveis restrições comerciais que poderiam surgir com a nova administração.

No primeiro semestre, é provável que a China já tenha garantido estoques suficientes para mitigar impactos imediatos de eventuais tensões. No entanto, no segundo semestre, a demanda chinesa deve se intensificar, favorecendo as exportações brasileiras devido à relação bilateral favorável entre os dois países. “Isto pode gerar oportunidades, mas também desafios em termos de preços”, comenta o analista.

Para o consultor, o contexto macroeconômico permanece desafiador, especialmente no primeiro semestre, com pressão logística e a possibilidade de um dólar elevado, o que pode impactar negativamente os prêmios de exportação devido à grande oferta no mercado. “Na CBOT, existe o risco de os produtores americanos reduzirem a área de plantio de soja na safra 2025/26, dado o cenário de queda acentuada nos preços”, acredita. Este fator, combinado com o mercado climático nos EUA, pode oferecer algum suporte aos preços futuros.

Se houver uma demanda forte pelo grão brasileiro por parte da China, os preços podem se tornar mais favoráveis ao produtor brasileiro. “Contudo, é importante ressaltar que o cenário geral é marcado por uma oferta elevada, com exportações possivelmente recordes, maior esmagamento e estoques confortáveis”, enumera Silveira. Assim, ganhos mais significativos de preço podem ocorrer apenas no final do terceiro trimestre ou início do quarto trimestre do ano.

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Poucos negócios para a soja; confira o fechamento de mercado

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1 dia ago

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3 de janeiro de 2025

O mercado brasileiro da soja teve poucos negócios nesta sexta-feira (3). Com poucos agentes presentes, muitos preços foram apenas nominais. Além disso, os preços tiveram viés de baixa, com a Bolsa de Chicago caindo e o dólar praticamente estável durante parte da sessão.

Preços da soja no país

  • Passo Fundo (RS): preço caiu de R$ 133,00 para R$ 132,00
  • Região das Missões (RS): preço caiu de R$ 134,00 para R$ 133,00
  • Porto de Rio Grande (RS): preço caiu de R$ 140,00 para R$ 139,00
  • Cascavel (PR): preço caiu de R$ 135,00 para R$ 132,00
  • Porto de Paranaguá (PR): preço caiu de R$ 141,00 para R$ 139,00
  • Rondonópolis (MT): preço manteve-se em R$ 120,00
  • Dourados (MS): preço caiu de R$ 124,00 para R$ 122,00
  • Rio Verde (GO): preço caiu de R$ 123,00 para R$ 121,00

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços mais baixos, praticamente zerando os ganhos acumulados ao longo da semana. Após o mercado ter atingido bons níveis, vendas por parte de produtores e um movimento de consolidação pesaram sobre as cotações.

As fracas vendas semanais americanas e o dólar valorizado frente a outras moedas – mesmo com o recuo de hoje, o balanço da semana foi de dólar fortalecido – ajudaram na correção. Com a moeda americana firme, a competitividade dos produtos de exportação americanos é menor.

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O clima na América do Sul segue no foco das atenções. Mesmo com falta de chuvas em regiões da Argentina e no sul do Brasil – o que ajudou na sustentação da semana -, as expectativas são favoráveis para a safra dos dois países, ampliando a oferta global e pesando fundamentalmente sobre as cotações.

As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2024/25, com início em 1º de setembro, ficaram em 484.700 toneladas na semana encerrada em 26 de dezembro. O volume é o menor para o ano comercial. Analistas esperavam exportações entre 500 mil e 1,05 milhão de toneladas.

O mercado volta parte de suas atenções para os dados de oferta e demanda que serão divulgados na sexta, 10, pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com baixa de 20,25 centavos de dólar ou 2% a US$ 9,91 3/4 por bushel. A posição maio teve cotação de US$ 10,03 3/4 por bushel, com perda de 21,25 centavos, ou 2,07%.

Nos subprodutos, a posição março do farelo fechou com baixa de US$ 11,30 ou 3,53% a US$ 308,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 39,93 centavos de dólar, com baixa de 0,34 centavo ou 0,84%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,31%, sendo negociado a R$ 6,1820 para venda e a R$ 6,1800 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 6,1357 e a máxima de R$ 6,1997. Na semana, a moeda teve desvalorização de 0,13%.

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Venda de milho à agricultura familiar cresce 70% em 2024

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1 dia ago

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3 de janeiro de 2025

As vendas de milho para pequenos criadores, por meio do Programa de Venda em Balcão (ProVB), da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), alcançaram 111,9 mil de toneladas em 2024, o que corresponde a um aumento de 70% em comparação com o ano anterior (65,9 mil toneladas).

Segundo a Conab, foi o melhor resultado dos últimos quatro anos. Conforme a estatal, o crescimento nas vendas se deu principalmente pelo aumento no número de clientes do Programa. Em 2024, foram atendidos pelo ProVB 11.886 criadores, um aumento de aproximadamente 50% em relação ao ano anterior.

O diretor de Operações e Abastecimento da Conab, Arnoldo de Campos, disse em comunicado que “o ProVB fornece alimentação animal para pequenos criadores da agricultura familiar inseridos nas cadeias de produção de carnes, leite e ovos. Para alcançar estes resultados, buscamos nos aproximar mais dos criadores, realizando parcerias com os municípios para ampliar os pontos de venda e facilitar o acesso”.

Dentre os estados, destaque para o crescimento de vendas no Piauí, saindo de 9,85 mil toneladas em 2023 para 19,46 mil toneladas em 2024, uma alta de 98%. Com este resultado, o estado nordestino registrou o maior volume comercializado no último ano, passando o Ceará.

Expectativa para 2025

Para este ano, a tendência é que os atendimentos continuem crescendo. A expectativa da Companhia é que sejam comercializadas 131,4 mil toneladas de milho. Se confirmado o resultado, o crescimento será de 17%.

Nesta sexta-feira (3) foi publicada a Portaria Interministerial Mapa/MF/MDA nº 21/2024, que estabelece os limites orçamentários para a comercialização do cereal por meio da Conab, que permite a retomada das vendas do produto pela estatal.

O documento autoriza a Conab a comprar até 50 mil toneladas do grão, por meio de leilão público, para atender o Programa, e estipula o limite de até R$ 144,2 milhões para a equalização de preços na venda do milho, nas operações do ProVB.

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