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Veja como foi a semana da soja

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Apesar de alguns problemas pontuais com o clima, as lavouras brasileiras de soja se desenvolvem bem e os indicativos são de que será colhida a maior safra da história. A previsão de produção para a safra 2024/25, de acordo com o mais recente levantamento da Safras & Mercado, aponta um total de 173,71 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 14,1% em relação à safra da temporada anterior, que foi de 152,3 milhões de toneladas.

Em setembro, a estimativa era de 171,78 milhões de toneladas, o que representa uma elevação de 1,12% na projeção atual. A área destinada ao cultivo da soja também teve aumento, estimada em 47,47 milhões de hectares, o que representa uma expansão de 2,2% em relação aos 46,48 milhões de hectares da safra 2023/24. Além disso, a produtividade média deve passar de 3.295 para 3.678 quilos por hectare.

Rafael Silveira, analista e consultor de Safras & Mercado, aponta que a revisão das estimativas foi motivada por fatores climáticos e, consequentemente, pela produtividade observada nas lavouras. O ajuste mais recente se concentra na região Centro-Oeste, especialmente em Mato Grosso, que apresenta um quadro muito favorável nas lavouras, com uma produtividade média de cerca de 63,4 sacas por hectare (ou 3.800 kg/ha), projetando uma safra de aproximadamente 47,7 milhões de toneladas.

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Por outro lado, algumas condições climáticas desfavoráveis no sul do Mato Grosso do Sul e no Rio Grande do Sul podem resultar em reduções de produtividade nessas regiões, o que foi refletido na revisão para baixo das estimativas nessas áreas. Também se espera uma leve redução na safra do Paraná.

Comercialização da soja

A comercialização da soja da safra 2023/24 já avançou consideravelmente, atingindo 98,3% da produção projetada, conforme dados de Safras & Mercado até 10 de janeiro. Em comparação, em 6 de dezembro, esse número era de 95,6%. Em igual período do ano passado, a comercialização envolvia 95% da produção, e a média dos últimos cinco anos para o período é de 96,8%.

Com uma safra estimada em 173,71 milhões de toneladas para 2024/25, espera-se que a comercialização antecipada atinja cerca de 35%, o equivalente a 60,83 milhões de toneladas. Isso representa um aumento em relação à comercialização antecipada do ano passado, que foi de 29,1%, e também está acima da média histórica de 39%, embora abaixo do número do relatório anterior, que apontava 31,2%.

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