CARGA MÁXIMA

Juíza manda ex-escrivão cumprir condenação por vazar operação policial

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A juíza da Vara de Ações Coletivas do Tribunal de Justiça
(TJMT), Celia Vidotti, determinou que o ex-escrivão da
Polícia Judiciária Civil (PJC), Celso Pavani de Souza,
cumpra sua condenação por improbidade administrativa. Ele
foi demitido da Corporação por “vazar” uma operação policial
contra o tráfico de drogas em Cuiabá no ano de 2016.

A decisão da juíza, que também inclui o nome do escrivão no Cadastro Nacional de Condenações Cíveis por
Ato de Improbidade Administrativa e Inelegibilidade, foi
publicada nesta sexta-feira (17).

Expeçam-se as demais comunicações de praxe”, determinou a magistrada.
Celso Pavani foi condenado pelo Poder Judiciário de Mato Grosso no mês de novembro de 2022 ao pagamento de
uma multa equivalente a 5 vezes o salário que recebia à época do vazamento, no ano de 2016, mais juros e
correção monetária. Ele também foi proibido de contratar ou receber incentivos fiscais do Poder Público por 3
anos. O ex-escrivão chegou a recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) da condenação, porém, a Corte
manteve sua sentença.

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Deflagrada no ano de 2016 pela PJC, a operação “Carga Máxima” teve o objetivo de “intensificar o combate à
criminalidade”. Entre as ações, as forças de segurança de Mato Grosso empreenderam diligências contra o tráfico
de drogas.

Segundo a denúncia do Ministério Público do Estado (MPMT), a cabeleireira Cristiane de Almeida Pereira, alvo da
operação, teria recebido uma mensagem de Celso Pavani, alertando-a das diligências.
Ainda de acordo com a denúncia do MPMT, a intervenção do ex-escrivão acabou “frustrando” a operação. Celso
Pavani foi preso em decorrência do vazamento

 

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