Decisão tomada

Profissionais da educação de Lucas do Rio Verde decidem por greve após rejeição de propostas da Prefeitura

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Os profissionais da educação de Lucas do Rio Verde se reuniram em assembleia nesta segunda-feira (24) na sede do Sindicato dos Profissionais do Ensino Público (Sintep) para avaliar a resposta da Prefeitura às suas demandas. A reunião foi realizada após uma mobilização da categoria, que incluiu acompanhamento da sessão da Câmara de Vereadores e manifestação em frente à Prefeitura, onde foram recebidos pelo prefeito em exercício, Joci Piccini.

Durante a assembleia, o Executivo apresentou um documento com 13 itens de resposta às reivindicações da categoria. No entanto, todas as propostas foram rejeitadas pelos educadores, que anunciaram a decisão de iniciar uma greve por tempo indeterminado, caso o governo municipal não atenda às suas demandas dentro do prazo legal de 72 horas.

Os principais pontos de reivindicação incluem um reajuste salarial com ganho real de 5,44%, a criação de um plano de recomposição salarial que permita a elevação do piso salarial para o dobro até 2026 e a implementação de um cronograma para zerar a fila de mais de 400 servidores que aguardam licença-prêmio. No entanto, a Prefeitura alegou limitações orçamentárias e se manteve na posição de que os reajustes atenderiam apenas à reposição da inflação, sem oferecer ganhos reais.

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A reunião também abordou temas como a implementação de uma jornada única de 30 horas sem redução salarial, a reformulação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), mudanças no pagamento de substituições e maior participação do sindicato nas decisões legislativas que impactam a categoria. A administração municipal afirmou que esses pontos serão discutidos em comissões futuras, mas não assumiu compromissos imediatos.

Em entrevista, a presidente do Sintep, Márcia Bottin, afirmou que a categoria se sente ignorada pelo poder público, destacando que as respostas recebidas se limitaram a justificativas já apresentadas anteriormente. “Definimos pelo retorno às atividades nesta terça-feira (25), respeitando o trâmite legal para avisar o Executivo da greve. Depois disso, as negociações vão definir os próximos passos. A categoria estava insatisfeita, alertamos diversas vezes, mas não fomos ouvidos. Agora tivemos a resposta dos próprios profissionais, que decidiram pela paralisação”, declarou Bottin.

Enquanto a greve não é efetivamente iniciada, os educadores continuarão a mobilização em um ponto específico da cidade, na rotatória da Igreja Rosa Mística. De acordo com Bottin, o objetivo é sensibilizar a população e permitir que os pais se organizem para uma possível paralisação total das aulas. “Nosso direito está garantido pela Constituição. Se seguirmos todos os trâmites legais, não há nada que possa impactar o profissional em estágio probatório ou qualquer outro”, concluiu a presidente do Sintep.

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