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Pais em desespero procuram a polícia e denunciam que a filha recebeu proposta de emprego e foi vítima de uma rede de prostituição

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Uma jovem de 18 anos foi atraída por uma rede de prostituição, com a falsa promessa de trabalhar em um restaurante no Estado de São Paulo, tendo como aliciadora a sua própria tia, identificada como “Sabrina”.

A viagem de Manaus para a capital paulista ocorreu na última sexta-feira, 20, mas logo que chegou ao seu destino, ela descobriu que tudo não passava de uma farsa, que não havia emprego algum, na função de auxiliar de cozinha.

Depois de ser levada para uma residência, por uma mulher que se identificou como “Paola”, lá já haviam outras jovens e alguns homossexuais, que estavam sendo vítimas de prostituição e obrigados a participar de programas sexuais.

 

Os pais da jovem são os denunciante e à noite da última segunda-feira, 23, compareceram no 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e fizeram o registro do boletim de ocorrência, depois de receberem um telefonema da filha.

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A jovem informou aos pais que já tinha conseguido fugir da residência aonde estava confinada e que estava abrigada no posto da Polícia Federal no Aeroporto de São Paulo, aonde denunciou que havia sido vítima de uma rede de prostituição.

A mãe da jovem confirmou que “Sabrina” é sua irmã por parte de pai e a acusou de aliciar e mandar para São Paulo a própria sobrinha, com a falta promessa de oferta de emprego, em um grande restaurante em São Paulo.

“Sabrina” pagou passagem aérea para a sobrinha e já havia garantia que ela iria dar estadia e outras ajudas, mas quando a jovem já estava na capital paulista descobriu que iria ter que se submeter aos abusos sexuais em encontros amorosos.

 

Os pais também denunciaram no 1º Distrito Integrado de Polícia que no contato por telefone, a filha informou que iria ter que fazer programas sexuais, para pagar hospedagem, alimentação e até mesmo o material de higiene que iria usar.

A tia “Sabrina” e a comparsa “Paula” são acusadas também de estar cobrando uma dívida de R$ 27 mil, sob a alegação que esse é o valor gasto com a jovem entre passagem, alimentação, hospedagem e outras ajudas de custo.

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De acordo com a mãe denunciante, depois que fugiu da residência em São Paulo, a jovem ainda ficou sendo ameaçada de morte pela própria tia “Sabrina”, dizendo que iria mandar matá-la se voltasse para Manaus ou a denunciasse.

 

Uma investigação está sendo realizada pelo 1º DIP e segundo informações, a Polícia Federal no Amazonas, também receberá as informações e a denúncia através da PF em São Paulo, para investigar a rede de prostituição.

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