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Teste rápido de jovem morta deu negativo em MT

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Primeira mulher a morrer em decorrência da Covid-19, na quinta-feira (24), a estudante Juliana Matsushita, 24, havia feito o teste rápido para detectar o novo coronavírus, que apontou negativo. Sobrinha do prefeito de Cáceres (225 km a Oeste de Cuiabá), Francis Maris (PSDB), e morava em Mirassol D’Oeste (300 km) e foi mandada para casa após o teste rápido. Ao piorar, ela precisou ser internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Ao , o tio da vítima contou que ela não tinha problemas respiratórios, mas era obesa. Segundo o Ministério da Saúde, a obesidade é uma das doenças consideradas como fatores de risco para o vírus.

Ela está mais presente nos óbitos de jovens que os de idosos. Juliana é a única mulher morta pela doença no estado e a vítima mais jovem. “Ela começou a apresentar sintomas da Covid-19 em Mirassol. Foi feito o reste rápido e ela foi para casa, ficou em observação. Depois ela piorou, internou e logo foi trazida para Cáceres. Aqui fizemos novos exames e confirmaram o coronavírus. Foi feito o tratamento, mas infelizmente ela não suportou”, explica o prefeito.

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A jovem ficou internada por 19 dias e morreu na tarde de quinta-feira. Ela é a 8° vítima de coronavírus em Mato Grosso e a primeira de Mirassol. O corpo foi enterrado às 22h de quinta-feira (23), poucas horas após a morte, na cidade natal da jovem. “A família nem pode se despedir. Está arrasada. Espero que mais ninguém tenha que passar por isso”, relata o prefeito.

Houve cerimônia de enterro, no entanto com poucas pessoas e os familiares só puderam ar o último adeus de longe. A morte entrará na estatística de Mirassol. O gestor pontua que as medidas adotadas em Cáceres tem surtido efeito e as pessoas estão usando máscaras.

Quem for pego sem o equipamento poderá pagar multa de um salário mínimo, R$ 1.039. “Você sai na rua e 90% das pessoas estão de máscaras. É preciso estabelecer essa consciência de que a proteção é necessária”, relata.

Na semana passada, o secretário de Saúde, Gilberto Figueiredo, explicou que os testes rápidos podem apresentar falso positivo ou negativo. Eles não são tão eficientes em caso de contaminação recente. Os resultados são confiáveis entre 7 e 9 dias a partir da infecção.

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No entanto, garante que os exames realizados pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Mato Grosso (Lacen) é 100% seguro.

FOLHA MAX

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