ACUSAÇÕES

Antes de ser morta, Diaba Loira fez fortes acusações contra Oruam; veja

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Rio de Janeiro (RJ), 17 de agosto de 2025 – O corpo de Eweline Passos Rodrigues, de 28 anos, conhecida como “Diaba Loira”, foi encontrado neste fim de semana enrolado em um lençol e com múltiplas marcas de tiros, em uma cena que aponta para uma execução. A morte da influenciadora ligada ao tráfico está sendo investigada como consequência de sua mudança de facção e de acusações recentes contra figuras de destaque do Comando Vermelho (CV).

Vídeo antes da morte: acusações e provocação a Oruam

Pouco antes de ser morta, Eweline gravou um vídeo polêmico em que acusava o cantor Oruam e Doca, apontado como chefe do Comando Vermelho, de tentarem “comprar o governo”. Em tom de desafio, ela disparou contra o funkeiro:

“Qual é, Oruam, papo reto, tá chato já, mano. Pera lá! Para de querer tudo pra tu. Aceita que, desta vez, tu perdeu. Desta vez, eu que dei xeque-mate, bebê.”

O vídeo circulou nas redes sociais e aumentou a tensão em torno de sua figura dentro do crime organizado.

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Do CV ao TCP: a troca de facção

Inicialmente aliada do Comando Vermelho, Eweline rompeu com a facção e passou a integrar o Terceiro Comando Puro (TCP), grupo rival. A troca foi marcada por provocações públicas e até por uma tatuagem nas costas em homenagem ao TCP.

Essa mudança a transformou em alvo. Há cerca de um mês, o Disque Denúncia divulgou um cartaz oferecendo recompensa por informações sobre seu paradeiro. Havia suspeitas de que ela estivesse escondida na Bahia, o que reforça que já era considerada procurada antes de sua execução.

Trajetória marcada por violência e notoriedade

A vida de Eweline ganhou os holofotes em 2022, quando sobreviveu a uma tentativa de feminicídio em Santa Catarina. O ataque, cometido por um ex-companheiro, perfurou seu pulmão. Fugindo, ela se estabeleceu no Rio de Janeiro, onde se aproximou do Comando Vermelho.

Nas redes sociais, acumulou mais de 70 mil seguidores ostentando fuzis e pistolas. Ela também era vista em confrontos armados na comunidade Gardênia Azul, área de intensa disputa entre traficantes e milicianos.

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Uma frase publicada por ela em redes sociais se tornou quase uma profecia de sua morte:

“Não me entrego viva, só saio no caixão.”

Investigação

A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga se a morte foi ordenada por lideranças do CV como vingança por suas provocações e por sua deserção para o TCP. O crime aconteceu em meio a uma guerra de facções marcada por confrontos quase diários em diferentes pontos da capital fluminense.

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