POLÍCIA
Sonho premonitório e tragédia: Sther é assassinada por traficantes após recusar sair com chefe do crime no Rio
Jovem de 22 anos sonhou que algo ruim iria acontecer um dia antes do crime. Família denuncia tortura e pede justiça.
O crime brutal
Sther Barroso dos Santos, de apenas 22 anos, foi assassinada de forma cruel por traficantes na madrugada de domingo (17), na Comunidade da Coreia, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Segundo a família, a jovem foi torturada e morta após se recusar a deixar um baile funk acompanhada de Bruno da Silva Loureiro, conhecido como “Coronel”, apontado como chefe do tráfico local ligado ao Terceiro Comando Puro (TCP).

O corpo de Sther foi entregue desfigurado na porta da casa da mãe, o que provocou revolta e indignação entre parentes e vizinhos.
O sonho premonitório
Um detalhe marcante trouxe ainda mais dor à família: segundo a irmã da vítima, Sther teve um sonho na véspera do assassinato.
“Ela sonhou que estava sendo encurralada por vários homens em um beco. Acho que ela sentiu que algo ruim iria acontecer, mas não imaginava que fosse com ela”, relatou a irmã, que não quis se identificar por segurança.
Tentativa de socorro e velório
Familiares ainda tentaram socorrê-la, levando-a ao Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, mas ela já chegou sem vida. O sepultamento foi marcado para esta quarta-feira (20), no Cemitério de Ricardo de Albuquerque, Zona Norte do Rio.
Uma vida interrompida
A jovem, caçula de oito irmãos, foi criada apenas pela mãe em uma casa simples e não tinha envolvimento com o crime. Pelo contrário, vivia um período de conquistas:
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havia financiado um apartamento em seu nome;
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realizado o sonho de ter uma moto;
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conquistado o primeiro emprego como operadora de caixa;
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iniciado um curso profissionalizante.
Em seus cadernos pessoais, Sther escrevia metas para 2025, como concluir a autoescola, adotar um cachorro, manter rotina de treinos na academia e “agradecer a Deus diariamente”. Em uma de suas últimas anotações, deixou registrado:
“Vai ser o melhor ano da minha vida, eu profetizo.”
Família pede justiça
A irmã relembrou com dor o sábado que antecedeu a tragédia, quando ajudou Sther a se arrumar para assistir ao show de um ídolo no baile funk.
“Agora tenho que escolher a roupa para enterrar minha irmã. É desumano o que fizeram. Entregaram ela sem vida, totalmente desfigurada. Ela era diferente, especial”, desabafou.
Comoção e indignação
Nas redes sociais, amigos e familiares prestaram homenagens e cobraram justiça. Sther foi lembrada como uma jovem tranquila, dedicada à família e determinada a construir uma vida longe da violência das comunidades cariocas. A brutalidade do crime chocou a região, que se une em luto e indignação.
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