CUIABÁ

Deputada Janaina Riva defende pena de morte e prisão perpétua para feminicidas: “Penas duras não resolvem”

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A deputada estadual Janaina Riva (MDB) defendeu, nesta segunda-feira (25), a abertura de um debate nacional sobre a adoção da pena de morte e da prisão perpétua para feminicidas no Brasil. A parlamentar destacou que, apesar de condenações que chegam a até 40 anos de reclusão, o número de crimes contra mulheres segue em crescimento no país.

A declaração ocorreu poucas horas após o feminicídio de Ana Paula Abreu Carneiro de Oliveira, de 33 anos, assassinada com mais de 15 facadas pelo companheiro, Lucas França Rodrigues, em Sinop, no domingo (24).

“Perdemos mais uma mulher vítima de feminicídio em um dos estados que mais matam mulheres proporcionalmente no Brasil. A vítima agora é Ana Paula de Abreu. Foram mais de 20 facadas. Deixo minha solidariedade à família e digo a vocês que, às penas mais duras, não tem resolvido. Precisamos discutir a pena de morte e a prisão perpétua no Brasil. Não temos mais outro caminho para barrar os crimes contra mulheres em nosso país e especialmente em nosso estado”, afirmou Janaina.

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A deputada ressaltou o contraste entre a violência do agressor e as declarações públicas de carinho feitas pela vítima em suas redes sociais dias antes do crime. Janaina também fez um apelo para que mulheres fiquem atentas aos sinais de violência e busquem ajuda imediatamente.

“Infelizmente, o feminicídio não tem classe social, nem cor. Precisamos entender que a partir do momento em que existe uma agressão verbal, física, financeira ou psicológica, não está certo. É preciso denunciar, para que possamos rastrear mulheres em situação de vulnerabilidade e risco de violência”, reforçou.

O último Anuário Brasileiro de Segurança Pública aponta que Mato Grosso está entre os 11 estados que mais registraram feminicídios em 2024. No estado, 100 mulheres foram mortas, o que representa uma taxa de 5% do total nacional.

Ao todo, 757 feminicídios foram contabilizados em 11 estados (Alagoas, Amazonas, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Roraima e São Paulo) em 2024. O número é 18% maior em relação a 2023, quando foram registradas 637 mortes do tipo.

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