CASO BÁRBARO

Execução de jovem em Sorriso revela avanço: Mulher e filho de 12 anos presos por execução

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Mulher presa teria envolvido o filho de 12 anos no crime; Gabriel Feitosa, 24, foi sequestrado, torturado e morto com requintes de crueldade.

A Polícia Civil de Sorriso (MT) investiga um caso que escancara o avanço da influência das facções criminosas no estado e o aliciamento de menores de idade para atividades violentas. Uma mulher foi presa acusada de participar da execução de Gabriel Feitosa Silva, de 24 anos, e, segundo as investigações, teria utilizado o próprio filho de apenas 12 anos no crime.

 

De acordo com o delegado Bruno França, a suspeita já era conhecida da polícia por histórico de participação em atentados e teria atuado em todas as fases da execução: planejamento, cárcere privado e morte da vítima. O adolescente teria sido usado como “vigia” da namorada de Gabriel, que ficou em cativeiro durante a ação.

 

Gabriel e a companheira foram sequestrados após suspeitas de ligação com uma facção rival. O jovem foi torturado, estrangulado e executado com transmissão ao vivo por videochamada, exibida a outros criminosos.

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O corpo foi encontrado no Rio Lira, preso a uma pedra, enquanto sua motocicleta também foi jogada na água, sendo localizada pelos bombeiros. A cena da execução foi identificada em uma área de mata no bairro Morada do Bosque, onde chinelos da vítima foram recolhidos e reconhecidos pela família.

A companheira de Gabriel foi libertada, mas sob ameaça: teria recebido ordens para deixar a cidade.

Além da mulher e do filho, outros dois suspeitos — monitorados por tornozeleiras eletrônicas — também foram presos. Para a Polícia Civil, o caso expõe a estratégia das organizações criminosas, que aliciam até mesmo crianças e adolescentes para funções de apoio nas execuções.

As investigações continuam e outros envolvidos já foram identificados, mas seus nomes não foram divulgados para não comprometer as buscas.

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Antes de ser morto, Gabriel teria relatado à mãe que vinha sendo constantemente ameaçado por membros da facção. O crime reforça a escalada da violência e a presença cada vez mais estruturada das organizações criminosas no interior do estado.

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