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Filha de Gleice expõe dor e questiona laudo que isenta padrasto por assassinato brutal

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“Isso não acabou”: Filha de Gleice se revolta neste domingo após laudo declarar inimputável o padrasto acusado de matar a mãe em Lucas do Rio Verde

Jovem marcou os Stories e publicou série de desabafos fortes contra o parecer psiquiátrico; irmã sobrevivente segue com sequelas do ataque

 

A filha de Gleice Kelli Geraldo de Souza, vítima de feminicídio em junho deste ano, usou as redes sociais na tarde deste domingo para se manifestar após a divulgação do laudo que classificou o padrasto como inimputável, ou seja, incapaz de entender o que fazia no momento do crime.

 

Visivelmente abalada, ela publicou diversos Stories — e marcou o próprio perfil em todos — expressando indignação, dor e questionamentos sobre a decisão pericial.

 

“Eu ainda não perdi a fé. Não perdi a esperança na Justiça”, escreveu. “O mínimo que minha mãe merece é que ele pague pelo que fez.”

Relatos de trauma profundo e sequelas graves

Nos desabafos postados neste domingo, a jovem detalha a dificuldade enfrentada pela irmã, que sobreviveu após ser esfaqueada:
• medo constante de dormir sozinha;
• receio de dormir antes da irmã mais velha;
• dependência emocional;
• necessidade de acompanhamento psicológico, psiquiátrico, neurológico e cardiológico;
• uso contínuo de remédios controlados;
• cicatrizes físicas e psicológicas que ainda causam dor e vergonha.

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A menina ficou 22 dias na UTI, precisou reaprender a andar e a comer, e ainda apresenta sequelas motoras.

 

A irmã mais velha relata que perdeu trabalho, casa, peso e estabilidade, enquanto assumiu totalmente o papel de cuidadora:
“Perdi 10 kg, perdi tudo… mas ganhei uma filha de 7 anos e todas as responsabilidades que isso envolve.”

Indignação contra o laudo divulgado

A jovem questiona diretamente o parecer que declarou o acusado como “mentalmente incapaz”. Ela afirma que não aceita que o crime seja justificado como doença:

 

“Maldade, crueldade, egoísmo e inveja não são doenças. São escolhas.”

Ela destaca que o acusado:
• trabalhava regularmente;
• tinha carteira assinada;
• possuía CNPJ;
• dirigia;
• fazia planilhas;
• controlava gastos;
• participava de festas, churrascos e eventos;
• vivia rotina normal antes do crime.

“Às vezes parece uma piada de muito mau gosto”, escreveu em um dos trechos.

Ela também aponta contradições no laudo:

“Como alguém em surto abraça a filha pedindo desculpas? Como envia mensagem ao irmão contando o que fez? Como conversa ao telefone logo após o crime? Silêncio em depoimento não é surto. É autodefesa.”

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“Isso não acabou”: pedido de Justiça

Em um dos últimos Stories deste domingo, ela afirma que continuará lutando para que a mãe e a irmã não sejam esquecidas:

 

“O mínimo que minha irmã merece é crescer sabendo que houve Justiça. Que elas não se tornaram só mais um número em estatísticas. Isso não acabou.”

Veja os prints:

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