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Homem que desviveu filho em MT já havia sido denunciado por agressão em casa noturna

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Suspeito trabalhava como segurança; polícia apura histórico de violência antes do crime que chocou o Estado

 

Novos detalhes reforçam a gravidade do crime que abalou Mato Grosso. O homem preso por matar o próprio filho de 2 anos por asfixia, em Sorriso, já havia sido denunciado anteriormente por agressão em uma casa noturna onde atuava como segurança.

 

Conforme apuração, a denúncia ocorreu menos de um ano antes do homicídio, quando o então segurança teria agredido um cliente durante um desentendimento em um estabelecimento de shows localizado no bairro Jardim Europa. Na ocasião, a vítima relatou ter sido atingida com arma de choque, além de socos e chutes, com participação de outros seguranças. O caso foi registrado e encaminhado às autoridades.

Crime bárbaro contra o próprio filho

O homicídio do menino aconteceu na última sexta-feira (2). De acordo com a Polícia Civil de Mato Grosso, o suspeito confessou o crime, afirmando que agiu movido por ódio, após ver uma foto da ex-companheira com outro homem. Em depoimento, ele relatou que sufocou a criança como se estivesse abraçando, e depois tentou tirar a própria vida.

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A criança chegou a ser levada para uma unidade de saúde, onde equipes médicas realizaram cerca de 30 minutos de tentativas de reanimação, mas o óbito foi confirmado no hospital.

Carta de despedida e mensagens

Durante a investigação, policiais encontraram uma carta de despedida escrita à mão, além de mensagens enviadas à mãe da criança, nas quais o suspeito afirmava que levaria o filho com ele. Segundo a polícia, a mãe havia encerrado o relacionamento há cerca de duas semanas, e o homem demonstrava irritação com o fim da relação.

 

Moradores relataram que, no dia do crime, ouviram barulhos estranhos vindos da residência. Como ninguém atendia à porta, o imóvel precisou ser arrombado, e o homem e a criança foram encontrados desacordados dentro de um quarto.

Prisão e responsabilização

Após receber atendimento médico, o suspeito recebeu voz de prisão e foi colocado à disposição da Justiça. Ele deve responder por homicídio triplamente qualificado:

  • por motivo fútil,
  • por a vítima ser menor de 14 anos,
  • e pelo agravante de ser o próprio pai.
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A Polícia Civil segue com a investigação para reunir todos os elementos, inclusive o histórico de agressões, que agora passa a integrar o conjunto de provas analisadas no caso.

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