investigação
Bebê de 1 mês tem 13 costelas quebradas e pais são levados à delegacia
Uma bebê, de 1 mês e 16 dias, foi internada na Santa Casa de Campo Grande com as costelas quebradas no início da noite de quarta-feira (7) e seus pais foram levados para a delegacia. O casal, de 20 e 21 anos, alegou que as fraturas ocorreram durante massagem para aliviar possíveis cólicas e gases da filha.
Na ocasião, a PM (Polícia Militar) foi acionada para averiguar um possível caso de maus-tratos. A assistente social relatou que a bebê apresentava múltiplas fraturas nas costelas e havia suspeita de que teriam sido causadas por excesso de força do pai. Ela apresentava cerca de 13 fraturas e derrame pleural à direita — água no pulmão.
Assim, os policiais foram até a mãe da bebê, momento em que ela relatou que, no domingo (4), o pai realizou uma massagem torácica para tentar aliviar possíveis cólicas abdominais e gases, mas a força aplicada teria sido dosada incorretamente.
Segundo o boletim de ocorrência, a mãe da bebê disse aos policiais que não procurou atendimento médico imediato porque a filha não demonstrava sinais aparentes de dor e o casal não tinha dinheiro para levá-la à unidade de saúde.
Procurou a UPA três dias depois
Na quarta-feira (7), após receber o salário, a mulher decidiu levar a bebê até a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do bairro Leblon, onde foi feita a transferência para a Santa Casa.
Já o pai da bebê não estava no hospital quando os policiais chegaram, pois teria saído para buscar roupas pessoais no momento em que a assistente social informou que acionaria a PM. A pedido da polícia, ela entrou em contato com o genitor via WhatsApp, para pedir o retorno dele à Santa Casa, e o homem alegou que estava em um ônibus do transporte coletivo e não soube informar a localização exata.
Depois, o pai chegou ao hospital e também afirmou que fez uma massagem torácica na bebê para tentar aliviar as cólicas e gases da filha, coincidindo com o relato da mãe. Ele afirmou que ficou nervoso devido ao choro da filha e, por isso, aplicou a força excessiva durante a massagem.
À polícia, o pai alegou ainda que teria acionado o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) via aparelho celular, mas não poderia comprovar a realização da chamada. No aparelho, os policiais encontraram uma mensagem de WhatsApp enviada a um conhecido, que orientou o genitor a procurar atendimento médico imediato. Contudo, o pai falou que não tinha dinheiro para pagar uma corrida de aplicativo para levar a filha até a UPA.
Diante dos fatos, os pais foram levados para a delegacia, onde o caso é investigado como lesão corporal culposa e omissão de socorro, enquanto a bebê ficou sob acompanhamento da bisavó no hospital. O Conselho Tutelar foi acionado, mas nenhuma equipe compareceu ao local.
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