POLÍCIA

Mulher coloca bebê morto em caixa de papelão e abandona dentro de lata de lixo; veja vídeo

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Um caso de extrema gravidade chocou moradores do bairro Muçumagro, na Zona Sul de João Pessoa, após o corpo de um bebê ser encontrado dentro de uma caixa de papelão descartada em uma lata de lixo, na noite da última sexta-feira (23).

Segundo informações apuradas, moradores perceberam a presença da caixa no local e, ao verificarem o conteúdo, se depararam com o corpo da criança. A Polícia Militar foi acionada imediatamente e isolou a área para os procedimentos iniciais.

Imagens de câmeras de segurança de um prédio próximo registraram uma mulher caminhando pela rua carregando uma caixa semelhante àquela onde o corpo foi encontrado. O material foi recolhido e encaminhado à Polícia Civil da Paraíba, que considera as gravações fundamentais para o avanço das investigações.

O vídeo passou a integrar oficialmente o inquérito policial e está sendo analisado para auxiliar na identificação da mulher e na reconstituição dos fatos.

O corpo do bebê foi encaminhado ao Instituto de Polícia Científica (IPC), onde passará por exames periciais. A principal linha investigativa aponta para a possibilidade de o caso estar relacionado a um aborto, hipótese que ainda será confirmada ou descartada com base nos laudos técnicos.

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De acordo com informações preliminares, não foram identificados sinais aparentes de violência externa, mas somente a perícia poderá determinar a idade gestacional, a causa da morte e se a interrupção da gravidez ocorreu de forma espontânea ou provocada.

Até o momento, a Polícia Civil não divulgou a identidade da mulher registrada nas imagens nem confirmou a existência de suspeitos formalmente identificados. As diligências seguem em andamento, com coleta de depoimentos, análise de imagens e levantamento de informações que possam esclarecer a dinâmica do ocorrido.

O caso levanta discussões sensíveis relacionadas à saúde pública, assistência social e direitos reprodutivos, além de gerar forte comoção entre moradores da região.

A Polícia Civil reforça que informações que possam contribuir com a investigação podem ser repassadas de forma anônima pelos canais oficiais.

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