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Laudo revela causa da morte de empresária encontrada com moedas na boca

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A morte da empresária Barbara Denise Folha de Oliveira, de 34 anos, em São Vicente, no litoral paulista, ganhou novos desdobramentos após a divulgação do laudo necroscópico. O documento aponta que a vítima entrou em luta corporal e tentou se defender antes de morrer por asfixia. O principal suspeito do crime é o ex-marido, Manoel Ferro de Melo, de 38 anos, que confessou o homicídio à polícia.

Barbara foi encontrada morta dentro do apartamento onde morava, no bairro Samaritá. O corpo foi localizado pela própria mãe da vítima e pelo filho de 14 anos, fruto do relacionamento com o suspeito. A cena chamou a atenção das autoridades pela forma como o cadáver foi deixado no local.

Laudo confirma sinais de luta e vilipêndio a cadáver

De acordo com a investigação conduzida pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de São Vicente, o laudo pericial confirmou marcas compatíveis com luta corporal, reforçando que a empresária reagiu à agressão antes de ser morta.

Após o óbito, o suspeito teria praticado vilipêndio ao cadáver. Conforme apurado, ele colocou moedas nos olhos e na boca da vítima, além de inserir cédulas e cartões em outras partes do corpo.

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Diante das conclusões periciais, a Polícia Civil solicitou a conversão da prisão temporária do investigado em prisão preventiva. Manoel deverá responder por feminicídio, crime cuja pena pode chegar a até 40 anos de reclusão, com agravantes relacionados ao meio empregado, além do crime de vilipêndio a cadáver.

Crime é investigado como feminicídio

O caso é tratado como feminicídio, caracterizado quando a mulher é morta em contexto de violência de gênero, geralmente envolvendo relações afetivas, domésticas ou de menosprezo à condição feminina. A investigação segue em andamento e busca concluir o inquérito para encaminhamento à Justiça.

Suspeito alegou motivação espiritual

Durante depoimento, o suspeito alegou uma suposta motivação espiritual para os atos praticados após o crime. Segundo informações divulgadas pelo delegado responsável à TV Tribuna, Manoel afirmou que colocou moedas nos olhos da vítima por acreditar que isso facilitaria uma “passagem para o mundo espiritual”.

Ainda conforme o relato policial, o homem disse ter colocado moedas na boca e em outras partes do corpo após ouvir da ex-companheira que ela não desejava retomar o relacionamento, buscando apenas tranquilidade e estabilidade financeira.

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“É um crime extremamente cruel. O que nós percebemos é que ele planejou tudo. Um dos crimes mais horrendos que eu já presenciei”, afirmou o delegado responsável pela investigação.

Suspeito estava escondido em área de mata

A prisão de Manoel Ferro de Melo ocorreu após ele próprio entrar em contato com a polícia. Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), o suspeito procurou as autoridades no dia 22 de janeiro e informou que pretendia se entregar.

Ele relatou que estava escondido em uma área de mata e que decidiu se apresentar por temer represálias em razão da repercussão do crime. Equipes policiais realizaram a localização e efetuaram a prisão.

A Polícia Civil segue reunindo provas para a finalização do inquérito e posterior encaminhamento do caso ao Poder Judiciário.

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