fim dos tempos

Piloto é preso em aeroporto por estupro; ele pagava de R$ 30 a R$ 100 por fotos de vítimas; Avó, que “vendia” netas, também foi presa

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Um piloto de 60 anos foi preso no Aeroporto de Congonhas, na capital paulista, suspeito de comandar uma rede de exploração sexual infantil que atuava há pelo menos oito anos. Segundo a investigação, ele pagava valores que chegavam a R$ 100 por fotos de crianças e adolescentes vítimas de abuso.

 

De acordo com a Polícia Civil, o suspeito utilizava documentos de identidade falsos para levar crianças e adolescentes a motéis, onde cometia os abusos. A apuração também revelou que imagens das vítimas eram enviadas por mães, avós ou outros responsáveis legais, por meio do WhatsApp, em troca de dinheiro.

 

Durante entrevista coletiva, a diretora do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa, delegada Ivalda Aleixo, detalhou o esquema financeiro usado pelo investigado.

“Cada imagem recebida gerava pagamentos via Pix, geralmente de R$ 30, R$ 50 ou R$ 100. Em alguns casos, ele comprava medicamentos, pagava aluguel e houve até a compra de uma televisão”, afirmou.

Vítimas identificadas e alcance interestadual

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Até o momento, dez vítimas já foram identificadas no estado de São Paulo, mas a polícia não descarta que o número seja significativamente maior. Entre elas, estão três irmãs, de 18, 12 e 10 anos, que teriam sido abusadas por anos.

 

O celular apreendido com o piloto contém imagens que indicam a existência de vítimas em outros estados. A polícia investiga ainda com quem o material era compartilhado, já que há indícios de que o conteúdo não era apenas para consumo pessoal.

“Além do consumo próprio, há fortes indícios de que esse material era distribuído para outras pessoas”, destacou a delegada.

Aliciamento e participação de familiares

As investigações apontam que o piloto se aproximava inicialmente de mães, avós ou responsáveis legais, simulando interesse em um relacionamento amoroso. Posteriormente, deixava claro que o real interesse era na criança ou adolescente, momento em que fazia a proposta.

 

Além do piloto, duas mulheres foram presas:

  • uma avó, suspeita de aliciar três netas, presa temporariamente;
  • e uma mãe, detida em flagrante por armazenamento e compartilhamento de material de exploração sexual infantil.
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Ambas são investigadas por participação direta no esquema.

Operação “Apertem os Cintos”

A prisão ocorreu durante a Operação Apertem os Cintos, que investiga crimes como estupro de vulnerável, favorecimento da prostituição e exploração sexual de criança e adolescente.

 

A operação cumpriu oito mandados de busca e apreensão contra quatro investigados na capital paulista e em Guararema, na Região Metropolitana, onde o piloto reside.

 

Segundo a Polícia Civil, as provas indicam uma estrutura organizada, com divisão de funções, habitualidade criminosa e atuação coordenada entre os envolvidos.

Posicionamento da companhia aérea

Em nota, a Latam Airlines Brasil informou que abriu apuração interna e está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. A empresa afirmou ainda que repudia qualquer prática criminosa e reforçou que segue rígidos padrões de segurança e conduta.

 

A companhia esclareceu que o voo que seria operado pelo piloto preso ocorreu normalmente, com decolagem e pouso dentro do horário previsto, após a substituição do profissional.

 

O caso segue sob investigação.

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