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Americanas pede saída da recuperação judicial após escândalo bilionário e redução de prejuízo

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A Americanas anunciou, nesta quarta-feira (25), que protocolou na Justiça um pedido formal para encerrar seu processo de recuperação judicial, iniciado após a revelação de um dos maiores escândalos corporativos da história do Brasil. O documento foi apresentado à 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, com a empresa alegando que cumpriu todas as obrigações previstas no plano de reestruturação.

Em comunicado ao mercado, a varejista afirmou que seus administradores já estão adotando as medidas necessárias para concluir o processo e retomar plenamente sua operação fora do regime judicial. O pedido marca uma tentativa de virar a página após o colapso financeiro causado por fraudes contábeis bilionárias reveladas em janeiro de 2023.

Como parte da reestruturação, a Americanas também confirmou a venda da unidade de negócios Uni.Co, responsável por marcas conhecidas como Puket e Imaginarium. A compradora é a BandUP!, empresa dona da marca Piticas, que atua no segmento de cultura pop e possui mais de 200 licenças de produtos ligados a filmes, séries, músicas e games, além de uma rede com cerca de 175 lojas.

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Os números recentes indicam sinais de recuperação. No quarto trimestre de 2025, a Americanas registrou prejuízo líquido de R$ 44 milhões — uma queda expressiva em relação aos R$ 586 milhões negativos no mesmo período de 2024, representando uma melhora de 92,5%. O Ebitda ajustado atingiu R$ 276 milhões, com leve alta de 1,9% na comparação anual.

Apesar do avanço, a receita líquida somou R$ 3,69 bilhões no período, apresentando recuo de 3,8%. A empresa encerrou 2025 com 1.470 lojas em operação, sendo 906 unidades tradicionais e 564 no modelo “express”, além de manter uma base de 44 milhões de clientes ativos e cerca de 90 milhões de visitas mensais entre lojas físicas, site e aplicativo.

A recuperação judicial foi solicitada em 19 de janeiro de 2023, poucos dias após a empresa admitir “inconsistências contábeis” que, inicialmente, apontavam um rombo de cerca de R$ 20 bilhões. Posteriormente, as investigações ampliaram esse valor para aproximadamente R$ 25 bilhões, consolidando o caso como o maior escândalo corporativo já registrado no país.

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Em abril de 2025, o Ministério Público Federal denunciou 13 ex-executivos e ex-funcionários da companhia por crimes como associação criminosa, falsidade ideológica e manipulação de mercado. Parte dos investigados também responde por uso de informação privilegiada. Entre os nomes citados estão ex-dirigentes de alto escalão da empresa.

Apesar da crise, os principais acionistas de referência não foram denunciados no processo.

Com o pedido de encerramento da recuperação judicial, a Americanas tenta reconstruir sua credibilidade no mercado e consolidar sua retomada após anos de turbulência financeira e institucional.

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