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Guia espiritual é condenado por abusar de menores em “rituais” e perde cargo público em MATO GROSSO

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O guia espiritual Luiz Antônio Rodrigues Silva foi condenado a 8 anos e 9 meses de prisão por estupro mediante fraude contra duas vítimas menores de idade, em Cuiabá. A decisão também determinou o pagamento de indenização equivalente a 20 salários mínimos para cada vítima, além da perda do cargo público que ele ocupava na Câmara Municipal de Santo Antônio de Leverger.

De acordo com a sentença, os crimes ocorreram entre 2022 e 2023 e foram julgados separadamente de outros processos por envolverem vítimas menores.

Segundo as investigações, o condenado utilizava sua posição como líder espiritual para se aproximar das adolescentes e manipulá-las psicologicamente. Ele convencia as vítimas de que manter relações sexuais com ele seria uma “obrigação espiritual”, imposta por entidades religiosas.

Os abusos teriam ocorrido tanto dentro do terreiro — em um espaço conhecido como “sala azul” — quanto em motéis, sempre sob o pretexto de “tratamentos espirituais”.

Na decisão, o magistrado destacou que o réu agiu de forma premeditada, abusando da fé e da confiança das vítimas. A manipulação, segundo a Justiça, foi contínua e durou anos, causando graves danos psicológicos.

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O processo também aponta que os abusos seguiram um padrão sistemático, com uso da religião como ferramenta para justificar os crimes.

Em outro processo, o acusado chegou a ser absolvido por falta de provas. No entanto, a decisão está sendo questionada e já foi alvo de recurso junto ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

O caso segue repercutindo e reforça o alerta das autoridades sobre crimes que envolvem abuso de confiança e manipulação psicológica.

 

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