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URGENTE: Juiz manda soltar delegado após troca de tiros, toma armas e exige tratamento psicológico em Sorriso MT

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O juiz Arthur Moreira Pedreira de Albuquerque, da 2ª Vara Criminal de Sorriso, determinou nesta sexta-feira (15) a soltura do delegado Bruno França Ferreira, investigado após uma intensa troca de tiros envolvendo policiais civis no município.

Na decisão, o magistrado substituiu a prisão em flagrante por medidas cautelares, incluindo o afastamento imediato da função de delegado, proibição do porte de armas e acompanhamento psicológico obrigatório.

Bruno França segue internado em um hospital particular após passar por cirurgia na mão esquerda. Durante o confronto, ele acabou atingido por disparos e perdeu um dos dedos.

Segundo informações do caso, colegas da Polícia Civil tentavam conter e ajudar emocionalmente o delegado quando ele teria sacado uma arma e começado a disparar “a esmo e sem direção”.

O investigador Roberto Pinto Ribeiro, conhecido como “Betão”, teria sido alvo dos disparos. Já o delegado Paulo Cesar Brambilla também relatou ameaças durante a ocorrência.

A defesa do delegado chegou a pedir internação compulsória em uma clínica psiquiátrica, alegando que Bruno enfrenta grave sofrimento psicológico provocado por problemas familiares e pela pressão enfrentada no combate ao crime organizado em Sorriso.

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Conforme os advogados, o delegado atuava há cerca de quatro anos no enfrentamento às facções criminosas na região e vivia sob intenso desgaste emocional.

A Polícia Militar informou que equipes do 12º Batalhão ouviram diversos tiros na Rua Pica-Pau, onde encontraram o investigador Roberto Ribeiro armado e bastante abalado em frente à residência.

No local, os policiais apreenderam uma pistola Glock 19 Gen 5, uma espingarda calibre 12, carregadores alongados, lanternas táticas e uma mira red dot.

O caso ganhou ainda mais repercussão devido ao histórico de polêmicas envolvendo Bruno França. Em março deste ano, ele foi exonerado do cargo de delegado titular de Sorriso após uma sequência de denúncias e episódios controversos ligados à unidade policial.

Entre os casos citados está a prisão de um investigador acusado de estuprar uma presa dentro da delegacia, além de denúncias envolvendo um suposto grupo de extermínio, situação negada pelo delegado na época.

Bruno França também já havia sido afastado anteriormente, em 2022, após invadir a residência de uma empresária em um condomínio de luxo em Cuiabá.

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