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Condenado a 245 anos, líder do crime organizado voltará a presídio de MT

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A Justiça de Mato Grosso rejeitou, por unanimidade, recursos do Ministério Público Estadual (MPE) e do Ministério Público Federal (MPF) e manteve a decisão que determina a saída de Leonardo dos Santos Pires, conhecido como “Sapateiro” ou “Maresias”, do sistema penitenciário federal.

Com a decisão, o criminoso, apontado como uma das principais lideranças do crime organizado na região norte de Mato Grosso, deverá retornar ao sistema prisional estadual e cumprir pena em um presídio comum.

A decisão foi assinada na última sexta-feira (15). Leonardo acumula mais de 245 anos de condenações por diversos crimes, incluindo homicídios, organização criminosa, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Atualmente, ainda restam cerca de 218 anos de pena a serem cumpridos.

Entre os principais motivos para negar o pedido de permanência no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) federal, o magistrado Rui Ramos Ribeiro, da 5ª Vara da Comarca de Sinop, destacou que Leonardo foi absolvido do crime que motivou sua transferência para o presídio federal de Catanduvas, no Paraná.

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Segundo a decisão, a ida do detento ao sistema federal ocorreu após suspeitas de que ele teria ordenado pichações com ameaças ao Fórum de Sinop, em junho de 2024. No entanto, a própria Justiça concluiu posteriormente que não havia provas suficientes contra ele nesse caso.

Outro fator apontado foi o vencimento do prazo legal do RDD. Pela legislação brasileira, o isolamento nesse regime especial pode durar no máximo dois anos, sendo necessária nova análise judicial para renovação. Conforme a decisão, o prazo expirou em abril deste ano sem reavaliação dentro do período correto.

Histórico de crimes

Segundo a Polícia Civil, grande parte dos crimes atribuídos a Leonardo ocorreu em Sinop e região.

Em 2019, o comerciante Luiz Ney da Silva, de 54 anos, foi executado a tiros dentro do próprio mercado. Conforme as investigações, dois criminosos chegaram de motocicleta, atravessaram a rua e efetuaram os disparos antes de fugirem.

Já em 2022, Leonardo foi apontado como mandante da execução de Guilherme Felipe Oliveira de Moura, de 22 anos. Durante o ataque, a companheira da vítima, Marina Azevedo Campos, de 17 anos e grávida, também foi assassinada após ser atingida por vários tiros dentro da residência do casal.

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Pelo duplo homicídio, Leonardo foi condenado a 42 anos de prisão.

Outro caso de grande repercussão ocorreu em 2021, quando o ex-jogador Willian Santana, de 21 anos, foi sequestrado a caminho de uma festa de casamento e encontrado morto próximo à BR-163. Segundo as investigações, ele teria sido morto após suspeitas de um suposto estupro, fato que não foi comprovado pela polícia.

Leonardo recebeu condenação de 40 anos de prisão pelo crime.

O criminoso também foi alvo da Operação Follow The Money, que investigou lavagem de dinheiro e tráfico de drogas em Mato Grosso.

Segundo os autos, Leonardo foi preso pela primeira vez após um roubo ocorrido em Lucas do Rio Verde.

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