POLÍCIA

TJ anula júri e manda acusado de matar casal por dívida de gado ser julgado novamente em MT

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou o julgamento de Cleuço Gomes de Brito, acusado de matar um casal durante uma discussão envolvendo negociação de gado, e determinou que ele seja submetido a um novo júri popular em São Félix do Araguaia, município localizado a cerca de 1.200 quilômetros de Cuiabá.

A decisão foi tomada pela Terceira Câmara Criminal após recursos apresentados pelo Ministério Público de Mato Grosso e pelos assistentes de acusação, que contestaram o resultado do júri realizado em dezembro de 2025.

Segundo o Ministério Público, a decisão dos jurados foi contrária às provas apresentadas no processo. A acusação afirma que as vítimas foram executadas de forma deliberada, com disparos efetuados pelas costas e em locais diferentes, afastando a tese de homicídio privilegiado e de erro na execução reconhecida anteriormente pelo júri.

A relatora do caso, desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, destacou que não há provas de que o acusado tenha agido sob violenta emoção logo após provocação da vítima, como sustentado pela defesa no julgamento anterior.

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Ainda conforme o acórdão, os laudos periciais e depoimentos testemunhais indicam condutas distintas em relação a cada vítima, o que enfraquece a versão de disparo acidental ou erro de execução.

“O veredicto não encontra suporte suficiente no conjunto probatório”, destacou a magistrada ao justificar a anulação do julgamento.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu em janeiro de 2025, na zona rural de São Félix do Araguaia, e teria sido motivado por uma dívida relacionada à negociação de gado.

As investigações apontam que Cleuço foi até a propriedade das vítimas e, após uma discussão, sacou uma arma de fogo e efetuou vários disparos contra o casal.

Romildo Borges Martins morreu após ser atingido repetidamente. Já Crislene Aparecida Ferreira Alves foi baleada ao tentar proteger o marido.

A data do novo julgamento ainda será definida pela Justiça.

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