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Arco Norte se consolida como principal rota de exportação agrícola e entrada de fertilizantes no Brasil

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Os portos da região do Arco Norte se consolidaram como os principais corredores logísticos para exportação de grãos e importação de fertilizantes no Brasil, segundo dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento durante a apresentação do Anuário Agrologístico 2026.

De acordo com o levantamento, os portos do Arco Norte movimentaram 13,36 milhões de toneladas de adubos e fertilizantes em 2025, superando o porto de Paranaguá, que registrou 10,89 milhões de toneladas no mesmo período.

A mudança começou em 2024 e foi consolidada no ano passado, impulsionada principalmente pelos investimentos em infraestrutura logística e pela redução da distância entre as regiões produtoras e os portos do Norte do país.

Segundo o presidente da Conab, Sílvio Porto, a região Centro-Norte do Brasil vem assumindo papel estratégico tanto na saída da produção agrícola quanto na entrada de insumos essenciais para o agronegócio.

Entre os principais produtos importados estão potássio, ureia e fertilizantes fosfatados utilizados na produção agrícola brasileira.

A Conab também destacou que o sistema de “frete de retorno” contribuiu para o crescimento da movimentação na região. Nesse modelo, caminhões levam grãos até os portos e retornam carregados com fertilizantes, reduzindo custos logísticos.

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Os principais portos do Arco Norte responsáveis pela entrada de fertilizantes foram:

  • Porto de Itaqui, no Maranhão, com 34% do volume regional;
  • Porto de Santarém, no Pará, com 22%;
  • Porto de Salvador, na Bahia, com 21%.

Além das importações, os portos do Arco Norte também ampliaram significativamente o escoamento de milho e soja para o mercado internacional.

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações de grãos pela região saltaram de 36,56 milhões de toneladas em 2021 para 58,06 milhões de toneladas em 2025, crescimento de 59%.

Entre os destaques está o porto de Itaqui, que aumentou a movimentação de grãos de 11,55 milhões para 20,14 milhões de toneladas no período.

Outro avanço expressivo ocorreu em Itacoatiara, onde o volume exportado passou de 3,83 milhões para 11,02 milhões de toneladas em quatro anos.

A soja segue como principal produto exportado pelo Brasil. Em 2025, o país embarcou 108,18 milhões de toneladas da oleaginosa, sendo 36,2% escoadas pelos portos do Arco Norte.

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O estado de Mato Grosso permaneceu como maior exportador de soja do país, com 32,06 milhões de toneladas.

Já nas exportações de milho, o Arco Norte respondeu por 48% de todo o volume enviado ao exterior em 2025.

Apesar do crescimento econômico e logístico, a Conab alertou para os impactos ambientais e territoriais provocados pela expansão agropecuária na região amazônica.

Segundo a estatal, o avanço da infraestrutura logística pode estimular novas áreas de produção agrícola, ampliando pressões relacionadas ao desmatamento e conflitos fundiários.

O anuário também apontou mudanças nos modais de transporte utilizados no escoamento agrícola. A participação do transporte hidroviário aumentou de 8% em 2010 para 15% em 2025, enquanto o modal ferroviário caiu de 53% para 38% no mesmo período.

A expectativa é que novos investimentos em rodovias, ferrovias, hidrovias e modernização portuária fortaleçam ainda mais o Arco Norte como principal corredor logístico do agronegócio brasileiro.

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