CUIABÁ

Suspeito de matar colega e esconder corpo em Cuiabá já havia sido condenado por homicídio

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O homem preso suspeito de matar o colega de trabalho Mario Alexander Rojas Caballero e esconder o corpo em uma cova rasa no bairro Baú, em Cuiabá, já possuía outras condenações criminais e era considerado foragido da Justiça.

Segundo documentos da Vara de Execuções Penais, Amarildo do Prado acumulava três condenações anteriores pelos crimes de ameaça, homicídio qualificado e disparo de arma de fogo.

A decisão judicial, assinada em outubro de 2024 pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, determinou a unificação das penas e o retorno do réu ao regime fechado.

Conforme o documento, Amarildo foi inicialmente condenado pelo crime de ameaça, recebendo pena de dois meses e 15 dias de detenção. Em outro processo, foi condenado a 12 anos de prisão por homicídio qualificado. Ele também recebeu pena de dois anos de reclusão e multa pelo crime de disparo de arma de fogo.

A magistrada destacou que os crimes foram praticados de forma independente, o que levou à soma das penas. Com isso, o condenado ainda teria mais de nove anos de prisão a cumprir.

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A decisão também aponta que Amarildo estava em liberdade no regime semiaberto desde maio de 2024, mas rompeu a tornozeleira eletrônica em julho do mesmo ano e deixou de cumprir as determinações judiciais.

Mesmo após a fuga, houve progressão ao regime aberto, com obrigação de comparecimento periódico à Fundação Nova Chance. No entanto, segundo a Justiça, ele nunca se apresentou para iniciar o cumprimento da pena relacionada ao processo por disparo de arma de fogo.

Diante do histórico criminal e do descumprimento das medidas judiciais, a magistrada determinou a regressão definitiva ao regime fechado e expediu mandado de prisão contra o acusado.

A nova prisão ocorreu nesta terça-feira (26), após Amarildo confessar ter matado o colega de trabalho, com quem mantinha desavenças frequentes.

Segundo a Polícia Civil, o corpo da vítima foi encontrado parcialmente enterrado em uma área de obras de um estacionamento na capital.

O suspeito apresentava hematomas no rosto e, inicialmente, alegou ter sido vítima de roubo. Posteriormente, confessou o crime à Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa.

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