MATO GROSSO

Ministério Público participa de capacitação da PM sobre proteção às vítimas de violência em Mato Grosso

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O Ministério Público de Mato Grosso participou de uma capacitação voltada a policiais militares de unidades especializadas de todos os comandos regionais da Polícia Militar de Mato Grosso sobre enfrentamento à violência contra a mulher.

O encontro foi realizado em Cuiabá e teve como tema principal “A importância da atuação em rede na proteção da vítima de violência”, apresentado pela promotora de Justiça Claire Vogel Dutra.

Durante a palestra, a promotora destacou a necessidade de integração entre instituições públicas para garantir acolhimento, proteção e suporte psicológico e social às vítimas de violência doméstica.

Segundo Claire Vogel Dutra, Mato Grosso já conta com 122 redes de enfrentamento implantadas para combater a violência de gênero no estado.

“A primeira instituição que normalmente atua é a Polícia Militar. Esse primeiro atendimento pode significar a vida da mulher. É preciso agir com empatia, orientação e acolhimento”, afirmou.

Atendimento humanizado e prevenção

A secretária de Segurança Pública de Mato Grosso, Susana Tamanho, reforçou a importância do atendimento humanizado durante ocorrências de violência doméstica.

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Ela pediu que os policiais atuem com sensibilidade diante das vítimas, lembrando que muitas mulheres enfrentam diversas barreiras antes de denunciar os agressores.

Já a secretária do Gabinete de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres, Mariell Antonini, destacou a necessidade de ampliar ações preventivas e fortalecer o monitoramento das medidas protetivas.

Segundo ela, muitas vítimas de feminicídio nunca chegaram a procurar ajuda formalmente junto às forças de segurança.

Patrulha Maria da Penha deve chegar aos 142 municípios

A tenente-coronel Ludmila Eickhoff informou que a Patrulha Maria da Penha atualmente possui 45 núcleos ativos, atendendo 111 municípios mato-grossenses.

A previsão, segundo ela, é ampliar a cobertura para todos os 142 municípios do estado.

O curso realizado pela PM ocorreu em formato híbrido, com aulas online e presenciais, incluindo conteúdos sobre legislação, fiscalização de medidas protetivas e atendimento a pessoas em situação de vulnerabilidade.

A procuradora de Justiça Elisamara Portela também alertou para a necessidade de atenção especial às mulheres indígenas, destacando a diversidade étnica presente no estado e a vulnerabilidade enfrentada por esse público.

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