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Relatório aponta mais de 10 mil mortes atribuídas ao regime de Nicolás Maduro na Venezuela

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Um relatório divulgado pela organização Programa Venezuelano de Educação-Ação em Direitos Humanos aponta que 10.853 pessoas morreram em supostas execuções extrajudiciais atribuídas às forças de segurança da Venezuela desde a chegada de Nicolás Maduro ao poder, em 2013.

Segundo o documento anual da entidade, policiais e militares concentraram operações letais principalmente em bairros populares, tendo jovens entre 18 e 30 anos como principais vítimas. A Polícia Nacional Bolivariana e o órgão investigativo CICPC aparecem entre as instituições mais citadas nos registros.

O relatório também denuncia aumento nas violações contra opositores políticos, lideranças sociais e defensores dos direitos humanos. De acordo com a Provea, houve crescimento de 196% nos casos relacionados à integridade física e perseguição política em comparação aos períodos anteriores analisados pela organização.

As denúncias incluem mortes ocorridas durante operações policiais rotineiras e também durante a repressão aos protestos de 2014 e 2017, marcados por confrontos violentos entre manifestantes e agentes do Estado venezuelano.

A entidade afirma que o cenário demonstra um padrão sistemático de repressão estatal e cobra investigações internacionais sobre os casos relatados.

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Organizações internacionais de direitos humanos, como a Human Rights Watch, também mantêm críticas frequentes ao histórico de violações de direitos humanos e repressão política na Venezuela.

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