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Psiquiatra afirma que Dr. Jairinho demonstrava prazer em provocar sofrimento em crianças

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O julgamento da morte do menino Henry Borel teve novos depoimentos nesta quarta-feira (27), durante sessão do Tribunal do Júri no Rio de Janeiro.

O psiquiatra Rafael Bernardon Ribeiro afirmou em depoimento que identificou em Dr. Jairinho traços de perversidade e comportamento compatível com abuso infantil recorrente.

Segundo o médico, a análise foi baseada em depoimentos, entrevistas e relatos de pessoas próximas aos envolvidos.

“Consegui perceber padrão de abuso infantil. Tem padrão de perversidade em infligir dor em crianças”, declarou.

Relatos de outras supostas vítimas

O psiquiatra relatou que ouviu mulheres que tiveram relacionamento com Jairinho e também crianças que teriam sofrido agressões.

Entre os episódios citados:

  • uma menina teria tido o braço torcido e sido orientada a mentir sobre a origem da lesão;
  • outra criança teria sofrido afundamento em piscina;
  • um menino teria apresentado fratura no fêmur, além de relatos de pisoteamento e sufocamento.

Segundo Bernardon, os casos indicariam um padrão de violência voltado contra crianças pequenas.

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Defesa questiona validade do depoimento

A defesa de Dr. Jairinho criticou o testemunho e afirmou que o psiquiatra não entrevistou diretamente os réus.

O advogado Rodrigo Faucz declarou que o depoimento seria baseado apenas em interpretações pessoais e contratado pela acusação.

A defesa de Monique Medeiros também pediu a impugnação do testemunho, mas a juíza Elizabeth Machado Louro rejeitou o pedido.

Acusações contra os réus

Segundo o Ministério Público e a polícia, Henry morreu em março de 2021 após sofrer agressões dentro do apartamento onde vivia com a mãe e Jairinho.

Dr. Jairinho responde por:

  • homicídio qualificado;
  • tortura contra criança;
  • fraude processual;
  • coação no curso do processo.

Monique Medeiros é acusada de:

  • homicídio;
  • tortura;
  • fraude processual;
  • omissão diante das agressões.

Delegado apontou “farsa ensaiada”

Em depoimento anterior, o delegado Edson Henrique Damasceno afirmou que a versão apresentada inicialmente pelos réus — de que Henry teria caído da cama — fazia parte de uma “farsa ensaiada”.

A investigação apontou ainda que mensagens recuperadas do celular da babá da criança indicariam que Monique tinha conhecimento das agressões sofridas pelo filho.

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O julgamento segue com novos depoimentos de médicos, peritos e testemunhas ligadas ao caso.

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