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POLICIAL PENAL É DEMITIDO APÓS CRITICAR DIRETOR DE PRESÍDIO EM POEMAS NA INTERNET

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Um policial penal foi demitido do serviço público após publicar poemas na internet com críticas à administração penitenciária de São Paulo. O caso envolve Wilton Borges Viana, que era lotado no Centro de Detenção Provisória de Suzano, na Região Metropolitana de São Paulo.

Segundo as informações, Wilton mantinha um blog chamado Amigos do Poeta Penal, onde publicava cordéis com críticas ao sistema prisional. Em alguns textos, ele citava a direção do Complexo Penal de Tremembé, conhecido por já ter abrigado presas de grande repercussão nacional.

As publicações começaram em 2025 e chamaram a atenção da Secretaria da Administração Penitenciária de São Paulo. A pasta abriu um processo administrativo contra o servidor, alegando que os textos divulgavam conteúdo relacionado ao serviço penitenciário e poderiam prejudicar a imagem da instituição.

No processo, a secretaria entendeu que o policial penal teria descumprido normas de conduta e ferido o Código de Ética da Administração Pública Estadual. A Procuradoria-Geral do Estado chegou a recomendar uma punição de suspensão por 90 dias, mas a direção-geral da Polícia Penal optou pela demissão.

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Wilton, que atuava como policial penal desde 2013, criticou a decisão e afirmou que apenas fazia críticas institucionais por meio dos poemas. Ele classificou a demissão como absurda e disse que exercia seu direito de manifestação.

O Sindicato da Polícia Penal de São Paulo também se manifestou contra a decisão e afirmou que a punição representa perseguição a quem critica problemas dentro do sistema prisional.

Já a Secretaria da Administração Penitenciária informou que o servidor foi desligado por violar regras internas, descumprir orientações de superiores e expor informações relacionadas ao dia a dia das unidades prisionais. A pasta também destacou que a decisão ocorreu após tramitação de processo administrativo.

O caso gerou repercussão entre servidores da área da segurança pública e levantou debate sobre liberdade de expressão, críticas institucionais e limites da conduta de agentes públicos.

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