POLÍCIA
HENRY BOREL: JÚRI CHEGA AO 9º DIA COM INTERROGATÓRIO DE MONIQUE E JAIRINHO
Mãe e padrasto do menino Henry Borel devem ser ouvidos nesta terça-feira no julgamento que apura a morte da criança, ocorrida em 2021
O julgamento da morte do menino Henry Borel, de 4 anos, chegou ao nono dia nesta terça-feira (2), no Rio de Janeiro, com uma das etapas mais importantes do processo: o interrogatório dos réus Monique Medeiros, mãe da criança, e Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, padrasto do menino.
De acordo com o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Monique deve ser a primeira a responder às perguntas. Em seguida, será a vez de Jairinho. Os dois serão questionados pelo juiz, pelo Ministério Público, pelo assistente de acusação e pelos advogados de defesa.
Os interrogatórios acontecem após a fase de instrução, quando foram ouvidas testemunhas de acusação, testemunhas de defesa, peritos e especialistas ligados ao caso.
Depois dessa etapa, o júri seguirá para a fase dos debates. Acusação e defesa terão tempo para apresentar seus argumentos aos jurados. Em seguida, os sete integrantes do Conselho de Sentença se reúnem para decidir se os réus serão condenados ou absolvidos.
O julgamento ocorre no II Tribunal do Júri da Capital, no Centro do Rio de Janeiro, e é considerado um dos mais longos da história do estado.
Ao todo, 22 testemunhas e peritos foram ouvidos desde o início do júri. Entre eles estão delegados que atuaram na investigação, médicos legistas, peritos, ex-companheiras de Jairinho, a babá de Henry, familiares e o pai da criança, Leniel Borel.
Henry morreu na madrugada de 8 de março de 2021, no apartamento onde morava com a mãe e o padrasto, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro.
Na época, Monique e Jairinho afirmaram que a criança havia sido encontrada desacordada. Henry foi levado ao hospital, mas a equipe médica constatou a morte. O laudo apontou hemorragia interna e laceração no fígado.
Segundo o Ministério Público, Jairinho teria causado as lesões que levaram Henry à morte. Já Monique é acusada de omissão diante das agressões sofridas pelo filho.
Jairinho responde por homicídio qualificado, tortura e coação no curso do processo. Monique é ré por homicídio por omissão, qualificado por motivo torpe.

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