MATO GROSSO

Alexandre de Moraes mantém condenação de médico que matou namorada grávida em MT

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, manteve a condenação do médico Fernando Veríssimo Carvalho pelo assassinato da namorada, Beatriz Nuala Soares Milano, grávida de quatro meses, em Rondonópolis.

A decisão negou seguimento ao recurso apresentado pela defesa, que tentava anular o julgamento alegando supostas irregularidades na atuação do juiz-presidente do Tribunal do Júri. Segundo os advogados, o magistrado teria influenciado os jurados durante a condução das testemunhas.

Alexandre de Moraes entendeu que a defesa não demonstrou relevância constitucional suficiente para que o caso fosse analisado pelo STF e destacou que o recurso tratava de interesse particular, sem repercussão geral.

Fernando Veríssimo foi condenado inicialmente a 41 anos e 8 meses de prisão por homicídio qualificado e aborto sem consentimento da gestante. Posteriormente, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso reduziu a pena para 24 anos e 4 meses.

O crime aconteceu em novembro de 2018. Conforme a investigação, Beatriz morreu após sofrer traumatismo craniano provocado por agressões dentro da casa do casal. A perícia apontou múltiplas lesões na cabeça da vítima.

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Na época, o médico chegou a acionar a Polícia Militar alegando ter encontrado a companheira morta na cama após uma noite em que teriam saído para jantar. No entanto, laudos da Politec e investigações da Polícia Civil concluíram que a morte foi resultado de violência.

Após o crime, Fernando ficou foragido por cerca de 20 dias e acabou preso na casa dos pais, em Ribeirão Preto.

O Ministério Público denunciou o médico por homicídio qualificado, feminicídio em contexto de violência doméstica e aborto provocado sem consentimento da gestante.

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