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Ex-gerente da Cacau Show é investigada por golpe que teria causado prejuízo de mais de R$ 240 mil a franqueados

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Uma ex-gerente da Cacau Show é investigada por suspeita de estelionato e fraude corporativa contra franqueados do Distrito Federal e do Entorno. O prejuízo já identificado ultrapassa R$ 240 mil, mas o valor pode ser ainda maior com o avanço das investigações.

A investigada foi identificada como Lilmara Neto Oliveira. Segundo as apurações da 32ª Delegacia de Polícia, em Samambaia, ela teria estruturado uma rede de mentiras para desviar recursos e manipular operações envolvendo franqueados da marca.

De acordo com a investigação, Lilmara era responsável pelo gerenciamento administrativo e financeiro, atuando no fluxo de caixa, pagamentos e movimentação de mercadorias. Aproveitando-se da função, ela teria utilizado sua posição para induzir empresários ao erro.

A suspeita, segundo as diligências, retirava produtos de outras lojas sob o argumento de que os itens seriam destinados à unidade de Samambaia. Para justificar as movimentações, alegava que as compras haviam sido feitas por uma franqueada que acabou lesada pelo esquema.

No entanto, comprovantes de Pix apresentados pelos lojistas indicaram que os valores não eram direcionados para quitar as transações legítimas. Conforme a apuração, o dinheiro era enviado para contas bancárias de parentes e pessoas de confiança da ex-funcionária.

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Para evitar que os lojistas cobrassem diretamente os proprietários da unidade afetada, a investigada também teria criado justificativas falsas e histórias dramáticas envolvendo a família dos franqueados.

Um dos empresários relatou que Lilmara chegou a afirmar para outros lojistas que eles enfrentavam dificuldades financeiras e até inventou a morte de uma suposta irmã da esposa dele, que sequer existia.

As investigações também apontam que a ex-gerente teria criado identidades telefônicas falsas e simulado conversas entre lojistas, fazendo com que empresários cobrassem uns aos outros e associassem terceiros a supostos calotes dentro da rede.

Segundo os franqueados lesados, a suspeita era vista como representante legítima da empresa, acompanhava resultados, orientava campanhas, fiscalizava lojas e intermediava demandas entre franqueados e franqueadora, o que dificultou a identificação imediata da fraude.

O ápice do esquema teria ocorrido em janeiro de 2025, quando uma franqueada de Samambaia foi convencida a fazer uma transferência de R$ 136.045,08 para a conta de uma empresa ligada à investigada. O valor, segundo a justificativa apresentada na época, seria usado para agilizar o pagamento de boletos da campanha de Natal, mas não teria sido repassado à franqueadora.

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A Cacau Show informou que identificou o caso no fim do ano passado e que, após apurar indícios de irregularidades, adotou as medidas cabíveis. A empresa também afirmou que a colaboradora envolvida foi desligada por justa causa após investigação interna.

A Polícia Civil segue investigando o caso para apurar a extensão dos prejuízos, identificar possíveis novos envolvidos e esclarecer quantas vítimas foram atingidas pelo esquema.

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