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Técnico de enfermagem assume morte de paciente em UTI do Hospital Anchieta, diz defesa

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O técnico de enfermagem Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, um dos réus no caso das mortes de pacientes internados na UTI do Hospital Anchieta, no Distrito Federal, assumiu a autoria de um dos homicídios pelos quais responde.

A informação foi confirmada pelo advogado de defesa do réu, Reinaldo França, após audiência de instrução realizada na noite desta segunda-feira (8).

Segundo o defensor, Marcos reconheceu condutas praticadas contra a paciente Miranilde Pereira da Silva, de 75 anos. A defesa, no entanto, afirma que o técnico não assumiu responsabilidade pelas demais mortes investigadas.

O advogado declarou que, em relação aos outros pacientes, a investigação não teria considerado o quadro de saúde anterior das vítimas. Ele citou o caso de um paciente que, segundo a defesa, teria sofrido várias paradas cardíacas antes da entrada de Marcos no leito.

Ainda conforme a defesa, não haveria motivação por trás da conduta atribuída ao técnico no caso de Miranilde. O advogado classificou o episódio como um caso isolado e afirmou que Marcos teria colaborado com as investigações.

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Marcos Vinícius responde ao processo junto com as técnicas de enfermagem Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva. O trio é acusado pelas mortes de pacientes internados na UTI do Hospital Anchieta.

As vítimas foram identificadas como Marcos Moreira, de 33 anos, João Clemente Pereira, de 63, e Miranilde Pereira da Silva, de 75 anos.

De acordo com as investigações, os pacientes teriam recebido altas doses de medicamentos, o que teria provocado paradas cardíacas. No caso de Miranilde, a investigação aponta que ela teria recebido a aplicação de uma substância imprópria.

O Ministério Público do Distrito Federal denunciou os envolvidos por homicídio doloso, quando há intenção de matar. Marcos Vinícius e Marcela Camilly respondem por três mortes, enquanto Amanda Rodrigues responde por duas. Eles também são acusados de tentativas de homicídio.

Durante a audiência, os réus prestaram depoimento no Tribunal do Júri de Taguatinga. Amanda e Marcela negaram envolvimento nas mortes.

O caso segue em fase de instrução, etapa em que são ouvidas testemunhas e réus para que a Justiça decida se os acusados irão ou não a júri popular.

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